Unidade 1 - Dinâmica externa

2. Ação geológica das águas dos rios

2.1 - Formação dos rios

fonte → arroio → riacho → rio

A água, ao desgastar as rochas, vai alcançando o nível freático, recebendo água da zona saturada, dos afluentes e das chuvas, aumentando seu volume.

2.2 - Velocidade dos rios

Depende:

Esquema: velocidade dos rios
Velocidade dos rios

Conclusão:

2.3 - Ação dos rios

São dois tipos:

2.3.1. Dissolução de rochas

As rochas formadas por sais que apresentam ligações iônicas são dissolvidas (ação química).

2.3.2. Fragmentação de rochas

As rochas são quebradas em pedaços pela força da água (ação física).

2.4 - Formas de transporte

Logo após a ação dos rios, os materiais são transportados, podendo ser de três modos distintos:

Nos dois casos de arrastamento formam-se os seixos rolados (blocos arredondados com menos de 25cm de diâmetro).

Animação

Transporte por rolamento e por salto

A formação dos seixos por salto é mais rápida do que por rolamento.

A sequência para ocorrer essa forma é:

  1. Quebram-se os vértices;
  2. Quebram-se as arestas; e
  3. Quebram-se as faces.
Animação

Formação de seixos rolados

2.5 - Fases do rio (ou idade)

2.5.1. Localização

Pela localização do rio podemos observar três fases:

2.5.2. Ação

Pela ação exercida pelo rio, podemos observar três fases:

2.6 - Cachoeira

2.6.1. Conceito

É um salto na corrente de um rio. Também é chamado de queda de água, catarata.

2.6.2. Origem

As cachoeiras podem ser várias origens. Exemplos de algumas:

2.6.2.1. Por efeito capilaridade

Animação

Origem da cachoeira por efeito de capilaridade

2.6.2.2. Por intemperismo da superfície do terreno

Animação

Origem da cachoeira por intemperismo da superfície do terreno

2.6.2.3. Por falhas

Animação

Origem da cachoeira por falhas

2.6.2.4. Diferença de resistência das rochas que são atravessadas pelo rio.

Animação

Origem da cachoeira por diferença de resistência das rochas

Se o rio correr ao contrário do esquema, formar-se-á um lago ou um rio de meandros.

2.6.2.5. Devido a epirogênese negativa

Animação

Origem da cachoeira por epirogênese negativa

2.6.2.6. Devido a uma dobra monoclinal ou de flexão.

Animação

Origem da cachoeira por dobra monoclinal ou de flexão

2.7 - Rejuvenescimento

2.7.1. Conceito

É a repetição das fases de um rio

2.7.2. Depende

Fases de um rio
Fases de um rio: cada ciclo é o conjunto das três fases: Juvenil, Madura e Senil

2.8 - Perfil de equilíbrio

Corresponde à última fase senil do rio; ocorre quando ele se apresenta quase ao nível do mar, portanto não mais fará intemperismo.

2.9 - Atividades construtivas

Ocorrem quando o material é depositado.

2.9.1. Quanto ao local

2.9.2. Quanto ao tamanho

Depósitos:

2.10 - Atividades destrutivas

Ocorrem quando pelo menos parte do material é retirada.

Exemplos:

2.11 - Deltas

É a zona de acumulação de materiais na desembocadura de um rio; materiais que não haviam se depositado na última fase senil e que estavam em solução ou suspensão; apresentam uma parte subaquática e uma parte subaérea num corpo d'água (lagos, lagoas e mares).

Animação

Formação do delta

O depósito formado é uma ilha deltaica, que apresenta na sua composição materiais do rio e também do mar. Grande parte da Ilha de Marajó é de origem deltaica.

Obs. 3: As ilhas podem ter várias origens: