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Poucas e boas

Poucas e boas -

Notas, notícias, dicas e links sobre Literatura e Língua Portuguesa

Burro não é quem escreve errado

Leonardo Sakamoto é um jornalista que se tornou conhecido também por seu blog. Neste artigo, ele comenta o conceito que vem se proliferando de que quem fala ou escreve errado é burro. A primeira pergunta é: o que é errado? A língua está sempre em transformação, e dizer que alguém desconhece a própria língua porque não segue as regras cultas é apenas um ato político.

Mia Couto e o cão arfante

O escritor moçambicano é atualmente figurinha fácil em bienais e encontros brasileiros de literatura e unanimidade entre os frequentadores desses eventos. Esta crônica de Carlos Eduardo Gonçalves, economista e professor titular da USP, fala da capacidade que o texto de Mia Couto tem de mergulhar seus leitores nas histórias (ou estórias, como Mia prefere).

Implantação do acordo ortográfico avança

Aprovado nos anos 1990, ratificado dez anos depois e implantado no Brasil em 2009, o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi adotado pela mídia e pelas editoras brasileiras, apesar das críticas de leigos e estudiosos. Isso significa que uma grande parte da população teve acesso prático a ele. Entretanto, o Acordo sofreu grande resistência em alguns países, especialmente Portugal. Um documento do Instituto Internacional da Língua Portuguesa afirma que essa implantação vem alcançando bons resultados.

Poesias, contos e brincadeiras fazem parte da aprendizagem

Numa palestra durante a feira Educar 2014, o professor Claudemir Belintane, da Faculdade de Educação da USP, afirmou que os processos de alfabetização no Brasil levam as crianças a ter dificuldades de escrita e leitura – e isso é um dos maiores problemas do país. Na mesma apresentação, Belintane destacou a importância da poesia, dos contos populares, das brincadeiras e dos textos da infância como ferramenta de aprendizagem.

Guilherme de Almeida, poeta e soldado

Um dos autores menos mencionados no Modernismo brasileiro, Guilherme de Almeida mereceu extensos elogios de Manuel Bandeira, que o comparou a Olavo Bilac; com sua obra, mostrou que poesia se faz com domínio da técnica e dos recursos da linguagem – características que o levaram à Academia Brasileira de Letras. Ainda bem que sua produção literária começa a ser revisitada e recuperada.

Fundação escolhe os melhores livros infantojuvenis de 2013

Anualmente, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil seleciona os melhores livros publicados para crianças, adolescentes e jovens, distinguindo obras em categorias como ilustração, tradução, livro sem texto. Pela sua qualidade e pela competência dos jurados, essa premiação funciona como referência para salas de leitura, professores e familiares.

Autores de literatura infantil falam sobre a importância de Lobato

Num artigo publicado no Estadão no último dia 18 de abril (que é comemorado Dia Nacional do Livro Infantil, em data escolhida por ser o nascimento do autor), ao serem perguntados sobre livros de literatura infantil que os influenciaram, fica clara a importância do criador do Sítio do Picapau Amarelo para a obra e a vida de vários desses autores.

Literatura da periferia: de cenário a autores

A periferia vem, pouco a pouco, deixando de ser cenário de obras literárias para se tornar espaço de formação de autores. A pesquisa de Paulo Roberto Tonani, da PUC-Rio, acompanha essa trajetória, em que os excluídos deixam de ser autores isolados, como Carolina de Jesus ou Seu Inácio, para se transformarem em um movimento que chama a atenção do mercado editorial.

Norma culta ou norma padrão?

Em sua coluna da revista Língua, Aldo Bizzocchi comenta a diferença entre os dois termos – que nem todo mundo conhece – e usa os textos desenvolvidos em várias áreas profissionais como referência para explicá-los. E mais: afirma que a norma padrão está desatualizada pois, ao invés de ser venerada, deve tornar-se cada vez mais funcional.

Os mais importantes detetives da literatura

Tudo bem, é apenas literatura de entretenimento, apesar de alguns autores – como o brasileiro Rubem Fonseca e seu Mandrake – já serem estudados nas universidades. Mas, como entretenimento, os romances policiais ou de suspense estão sempre nas listas de mais vendidos. Nesta pesquisa para o portal Terra são relacionados os detetives mais marcantes.

Uma linha do tempo com autores e obras mais importantes

Muitas vezes é mais simples entender um assunto contextualizando-o, relacionando com autores e fatos do período. É isso que a linha do tempo do site Só Literatura oferece, desde o Quinhentismo até o Romantismo. Em ordem cronológica, é claro, são listados fatos históricos e anos de publicação de obras seminais de cada momento.

A obra do português Gastão Cruz analisada

O poeta e magistrado Alberto Bresciani, autor de livros de poemas e de contos e poesias publicados em revistas, analisa a obra de Gastão Cruz, finalista do Prêmio Portugal Telecom, com Escarpas, em 2012. Bresciani destaca, nesta resenha, o “manejo seguro das ferramentas literárias” e o diálogo que o autor “estabelece com a pintura” e com as artes cênicas.

Músico mexicano imagina um mundo sem livros

Além de ter escrito o livro ¿Escribes o trabajas?, o músico Eduardo Huchín Sosa comenta em seu artigo o que faz as pessoas gostarem de literatura. Com muita ironia, Huchín Sosa provoca o estranhamento ao falar de pessoas que se “embriagaram de García Márquez”, que “não se pode viver sem Pessoa ou Octavio Paz”.

Cultura popular e literatura em Tenda dos milagres

A literatura tem o condão de estabelecer diálogos entre o passado e o presente, dando-lhes novos significados. Ao analisar Tenda dos milagres, de Jorge Amado, a mestranda Marysther Oliveira do Nascimento, ressalta os conflitos vividos entre os personagens do livro, que refletem a luta ideológica entre a ciência europeia e a cultura popular brasileira, personificada em Pedro Arcanjo.

Gramática em quadrinhos

Utilizar histórias em quadrinhos pode ser uma forma divertida de estudar alguns daqueles difíceis problemas da gramática da nossa língua. Pensando nisso, Jacson Andrade criou uma página no Facebook que traz várias tiras para abordar o uso dos vários porquês ou a diferença de adjunto e complemento nominal. Para a turma que vive nas redes sociais, pode ser uma aprendizagem e tanto!

Outros 100 erros comuns de português

Erros de português atrapalham a vida de todos, em todos os campos – inclusive no mundo corporativo, que o grupo abordado nesta matéria da revista Exame. Alguns escorregões passam despercebidos, mas outros chegam a doer. Numa entrevista para seleção, um descuido pode ser fatal. Além da relação dos erros, com a devida correção, a matéria sugere alguns livros para ajudar na melhora.

Os 98 erros mais comuns em Português

Tudo bem que a Língua Portuguesa não é das mais fáceis, mas saber o básico é necessário. Não só para não ficar em prova final, passar no vestibular ou se dar bem em concursos, mas também porque, ora bolas, é a língua que falamos. Assim, para aprender a falar corretamente que tal começar dando uma lida nos 98 erros mais comuns?

Quadrinhos para fazer o aluno gostar de ler

A gerente executiva de Projetos do Instituto Pró-Livro (IPL), Zoraia Failla, acredita que as histórias em quadrinhos podem ser trabalhadas em salas de aula, a fim de atrair o interesse do aluno. Os quadrinhos “quebram” um pouco com a seriedade do livro. Zoraia ressalta, porém, que os quadrinhos não podem ser vistos como substitutos dos livros; são apenas “meios” de fazer os jovens se aproximarem da leitura.

Quiz sobre o Novo Acordo Ortográfico

Uma boa forma de estudar, se divertir e testar seus conhecimentos sobre o Novo Acordo Ortográfico é jogar esse quiz com 10 questões – a maioria sobre a nova aplicação do hífen. Terminado o jogo, você ainda pode conferir o que errou e aprender com a explicação. Jogue já!

Referencias literárias em música

Chico Buarque e Francis Hime pedem a devolução do “Neruda que você me tomou e nunca leu” em Trocando em miúdos. Este artigo relaciona diversas músicas que mencionam, de alguma maneira, uma obra literária, passando por músicos como Raul Seixas e Cazuza, além de grupos como Legião Urbana, Jefferson Airplane e Pink Floyd. Vale a pena até usar como jogo entre os amigos.

Para que serve a resenha de jornal?

Em vez de fazer uma resenha para comentar um dos últimos Best-sellers lançados, Danilo Venticinque, da revista Época, prefere fazer uma análise do papel e dos textos publicados por críticos de filmes, livros, discos e outros produtos culturais. Um dos comentários merece ser repetido aqui: “Os leitores e espectadores sabem o que esperar de cada filme e de cada livro. O único desorientado é o crítico”.

Entrevista com Tatiana Belinky

Ela foi uma das mais importantes autoras de literatura infantojuvenil brasileira, ela mesma, nascida na Rússia. Junto com Júlio Gouveia, fez a primeira adaptação do Sítio do Picapau Amarelo para a televisão; em 1989 recebeu o Prêmio Jabuti, um dos mais importantes do mercado editorial brasileiro. Morta neste junho de 2013, anos atrás ela concedeu uma entrevista à revista Na ponta do lápis.

Projeto discute ensino de gramática nas escolas

O estudo da gramática, nas escolas públicas, não forma alunos competentes no uso da norma culta; Fernando Vieira Peixoto Filho é professor da UFRRJ e defende o ensino dos conceitos gramaticais e coordena um grupo de pesquisa que avalia esse estudo nas escolas da Baixada Fluminense. Vale a pena conhecer as opiniões desse docente também sobre outros temas.

Lygia Fagundes Telles fala de sua vida e vocação para escrever

Nesta entrevista, a escritora Lygia Fagundes Telles fala de seus livros, do início de sua carreira e de suas amizades com escritores ilustres como Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e Carlos Drummond de Andrade. Ela relata as dificuldades que passou na adolescência e as ditaduras que testemunhou ao longo da vida. Lygia fala ainda da sua vocação para escrita, a qual diz ser um “chamado” ao qual ela atendeu.

Entrevista com professora universitária especialista em Clarice Lispector

Além de ser leitura obrigatória para quem se interessa por literatura, existencialismo ou gosta de uma escrita mais densa, de uns anos para cá, Clarice Lispector passou a ser indicada para quem está se preparando para os vestibulares, pois a presença da escritora é cada vez mais constante nas provas de Português. Para conhecer um pouco mais de Clarice e sua obra, uma boa dica e ler esta entrevista com a professora Olga de Sá, reconhecida pesquisadora da obra da autora.

Crianças educadas na base dos tapas relatam em livro sua experiência de forma crítica, porém bem-humorada

O livro Vento no rosto foi inspirado na história do menino Lucas, que, para sentir a sentir a brisa acariciando sua face, gostava de pular do alto de uma cachoeira. Sua mãe, contrariada com a travessura, batia no menino. Até que os pais construíram um balanço no quintal para que Lucas pudesse sentir o ventinho. O livro é inspirado nas historias de 12 crianças moradoras do complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Elas descrevem a forma como foram educadas (na base da palmada, chineladas e beliscões). A abordagem é feita de forma crítica, porém, bem-humorada.

Escrever visando à liberdade artística ou ao mercado?

O escritor Alexandre Lobão conta, neste texto, a frequência com que escritores iniciantes lhe perguntam sobre o velho dilema da liberdade literária versus mercado editorial. De acordo com ele, o autor deve ter total liberdade quando escreve, mas tudo irá depender do público-alvo. Caso ele deseje atingir determinado perfil de leitores, terá que restringir um pouco sua liberdade. Esta, por sua vez, pode ser ainda mais reduzida caso ele deseje publicar seu livro por uma grande editora. Aí cabe ao autor decidir se prefere se ajustar a tais regras ou deixar sua escrita fluir livremente.

21 obras de Fernando Pessoa disponíveis para download

Seja como Fernando Pessoa, como Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis ou algum de seus outros heterônimos. Todos são sempre geniais. Quem quer mergulhar mais a fundo na obra desse grande poeta está com sorte, pois o Portal Domínio Público disponibilizou para download 21 obras de Fernando Pessoa. Leia e inspire-se.

Bibliotecas pelo Brasil

Quanto mais bibliotecas um país tiver, melhor. Melhor para ricos e pobres. Educação e cultura sempre são bem-vindas. Embora no Brasil não esbarremos com uma biblioteca em cada esquina, temos por aqui algumas dignas de nota. Para saber em que estados estão situadas e quais as suas características, leia esta matéria sobre as diferentes bibliotecas pelo Brasil.

Escrever, mas sem perder o sotaque

A jornalista Eliane Brum descreve sua enriquecedora experiência como umas das juradas da Olimpíada de Língua Portuguesa – Escrevendo o Futuro. Ao ler os textos dos alunos moradores nas mais distantes e diversas regiões do Brasil, ela mostra o quanto aprendeu sobre os Brasis existentes fora do eixo Rio-São Paulo. Fala da descoberta da palavra escrita pelos estudantes – quando eles não se sentem coagidos a escrever apenas para cumprir tarefa ou para agradar a um professor – e das várias experiências relacionadas aos locais onde vivem. A jornalista lembra que a variedade de sotaques do Brasil não está apenas no falar, mas também na escrita. Não deixe de ler.

Os vestibulares e a nomenclatura

O professor Pasquale Cipro Neto relembra a discussão sobre ensinar gramática na escola? Deve-se ou não se deve abordar a nomenclatura técnica, específica, quando o assunto é a língua materna? Neste artigo na Folha de S. Paulo ele acrescenta detalhes que podem mudar sua opinião sobre o tema.

História da nossa língua em quadrinhos

Se as crianças e os jovens se entendem bem com os quadrinhos, uma aula em tirinhas pode ser bem interessante para ensinar a História da Língua Portuguesa. Essa é a proposta da Pixton nesta sala de aula. Uma professora “fala” da relação entre língua e cultura, entre língua e país (no caso, Portugal), aborda a formação do falar brasileiro, os lugares do planeta onde nosso idioma também é falado... Às vezes fica didático além da conta, mas vale a pena visitar.

Você conhece mesmo a nova ortografia?

A colunista da Folha de S. Paulo Thaís Nicoleti fala sobre a resistência e a dificuldade de adaptação das pessoas ao Novo Acordo Ortográfico. Ela afirma que, depois de conhecerem bem as novas regras, as pessoas poderão julgar melhor a necessidade ou não delas. Será que houve mesmo simplificação? Isso é bom? Do ponto de vista prático, ficou mais fácil ou não? Leia detalhes sobre o Acordo Ortográfico.

Ler não é obrigatório

Para Felipe Lindoso, jornalista, tradutor, consultor e especialista em políticas públicas, ler é atividade lúdica e necessária, além de ser algo tão concreto quanto o mercado da soja. Unindo leitura e desenvolvimento, ele criou uma estratégia para fazer do negócio dos livros e da leitura um assunto tão sério quanto os demais. Mas ainda há muito o que fazer para que os índices de leitura no Brasil sejam negociados, assim como o pré-sal ou o Código Florestal. Confira a entrevista.

Veríssimo fala de Lobato

Monteiro Lobato está novamente no centro das discussões, pois novas instituições abriram processos de interdição da obra do pai do Sítio do Picapau Amarelo, pela exposição de suas “garras racistas” em Negrinha, o que faz continuar a questão que já foi parar no MEC e na Justiça. Num momento como esse, nada melhor do que ler o que outro gênio das letras, Luis Fernando Verissimo, tem a dizer sobre a polêmica, nesta crônica nO Estado de S. Paulo.

Caetano Veloso – O homem velho

O professor Pasquale Cipro Neto, conhecido por escrever colunas e apresentar programas de TV voltados para tirar dúvidas sobre nossa língua, escreve uma homenagem aos 70 anos de Caetano Veloso e relembra sua música O Homem Velho, gravada no disco Velô. Confira.

Como fazer de seu filho um bom leitor

Ainda no embalo da Festa Literária de Paraty, Xico Sá relaciona alguns livros e autores essenciais para levar um jovem a se tornar um leitor – se não voraz, pelo menos frequente. Ao mesmo tempo, destaca aqueles que devem ser evitados – pelo menos na chamada tenra idade. Na primeira lista estão obras como Moby Dick, Dorian Gray e O velho e o mar; na segunda, Os miseráveis e Clarice Lispector.

Entrevista imaginária com Carlos Drummond de Andrade

Em 1969, o escritor Luiz Orlando Carneiro fez uma entrevista imaginária com Carlos Drummond de Andrade. Trata-se de um caso sui generis no qual as respostas são anteriores às perguntas, pois são retiradas de frases ditas ou versos escritos pelo poeta. Assim, Carneiro encaixa suas perguntas de modo que tome a forma de uma entrevista. O resultado é gratificante, não só porque conhecemos o pensamento do sublime poeta como também porque temos a chance de ler as lindas sentenças que elaborou.

Para jogar e ler

Este divertido e interessante jogo sobre os clássicos da literatura infantil brasileira faz uma breve apresentação de diversos títulos infantojuvenis nacionais. O jogo é simples: basta clicar nos desenhos para tentar descobrir quais são os livros nacionais que a garotada não pode deixar de ler; caso não consiga adivinhar, pode-se pedir uma dica. Depois é só ler ou reler.

Pílulas de leitura: site ajuda a colocar a leitura em dia

O serviço gratuito online leituradiaria.com oferece 194 obras de diversos autores clássicos, como Aristóteles, Eça de Queiróz, Lima Barreto e Oscar Wilde. Você escolhe uma obra, indica a quantidade de tempo que vai se dedicar à leitura, o período do dia em que o trecho do livro vai ser enviado e os dias da semana em que você quer receber as pílulas de leitura. O site, então, envia um e-mail com link para confirmação e outro para acessar o livro pelo navegador wap do celular. Experimente!

Entrevista com a escritora Lygia Bojunga

Certamente você conhece A bolsa amarela, Os colegas e Angélica. Esses livros já completaram algumas décadas de existência e continuam presentes na vida de muitas crianças. Quer saber um pouco mais sobre a premiada autora dessas e de outras obras? Leia a entrevista com Lygia Bojunga.

24 bibliotecas virtuais para consultar

Que tal visitar uma biblioteca sem sair de casa? E 24 delas? Pois saiba que o site Canal do Ensino disponibiliza links de 24 bibliotecas virtuais; nelas você terá acesso a materiais de diferentes assuntos em formato exclusivamente digital.

18 livros de Eça de Queirós para download grátis

Que tal baixar as obras de um dos mais importantes ficcionistas do Realismo português? Aproveite esta oportunidade e conheça mais sobre Eça de Queirós e seu estilo solto, livre e transparente. Conheça a lista completa de livros gratuitos.

Leitura obrigatória

O professor Wander Lourenço de Oliveira dá alguns motivos para se ler Grande Sertão: Veredas, que ele descreve como “uma das mais sublimes criações humanas de âmbito ficcional”. De fato, o livro é de beleza indescritível. A originalidade e a erudição da linguagem utilizada podem, de início, assustar, mas é só insistir na leitura para ver que é um caminho sem volta, ou seja, tais veredas têm que ser percorridas. 

A importância da literatura na sala de aula

Qual é o papel dos livros, da leitura e do conhecimento da literatura na construção do indivíduo em formação, em sala de aula e nas intervenções pedagógicas? Leia a reportagem da revista Literatura e saiba como, por meio de Harry Potter, Meu Pé de Laranja Lima e outros livros, a literatura pode educar e ser muito importante pedagogicamente.

“Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica" 

A Editora da UFMG acaba de lançar esse trabalho, que reúne em quatro volumes os resultados de dez anos de pesquisa liderada pelo professor Eduardo de Assis Duarte, com a colaboração de 61 pesquisadores de 21 universidades brasileiras e seis estrangeiras, além de outros apoios. A obra conduz a novas formas de pensar a literatura brasileira e tem como objetivo “mostrar que existe uma produção literária importante que caminha na contracorrente das normas ainda vigentes no circuito literário”. Saiba mais.

Vamos queimar o livro Por uma vida melhor

Continuando a discussão sobre o livro aprovado pelo MEC que contém “erros gramaticais imperdoáveis”, Nelson Rodrigues Filho, professor aposentado e ex-diretor do Instituto de Letras da UERJ, analisa as opiniões de jornalistas sobre o assunto, critica a posição da Academia Brasileira de Letras e considera que o que vale discutir é se as variantes linguísticas são matéria pedagógica, nesse nível.

Farinha do mesmo saco

A crônica de Machado de Assis Salteadores de Tessália, como tudo que o bruxo escreve, é genial não só pela narrativa, pela ironia, como também pela atualidade do texto, em que a natureza humana está sempre em evidência. O texto trata de dois ofícios – legisladores e salteadores – que deveriam se vistos como inversos, mas que por vezes são praticados por uma mesma pessoa. Por aí já dá para perceber atualidade da história.

Cresce número de livros para jovens

Estamos em plena 15ª edição da Bienal do Livro - entre os dias 1º e 11 de setembro, no Rio de Janeiro – e você saberia dizer qual tem sido o público de maior foco das editoras? Apesar da média de leitura do brasileiro ainda ser muito baixa (menos de dois livros por ano), os jovens vêm se destacando entre os leitores e a venda de livros para este público já chega a quase 15% do mercado nacional. Desde o fenômeno causado pelas histórias de Harry Potter, o mercado dos livros infanto-juvenis já não é mais o mesmo. É o que conclui Sônia Machado Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). Lembrando que sim, os jovens são os leitores do futuro. Entretanto, amor de jovem não dura para sempre e isso abre caminhos para novidades o tempo todo.

“Exceção” é com “ç” ou com “ss”?

Apesar de a nossa língua ser a quinta mais falada no mundo, os erros de português ainda são recorrentes no vestibular. Nesta listagem elaborada pela rede Universia Brasil você pode conferir os 10 erros mais comuns da língua portuguesa. Entre os “deslises”, digo, deslizes, estão as clássicas trocas de letras nas palavras que levam ç, s, ss ou z em sua grafia.

Mansões sem livros

Nesta matéria, o escritor e doutor em educação Ilan Brenman narra o estranhamento de uma professora alemã residente no Brasil pelo fato de as residências daqui, mesmo as mais abastadas, verdadeiras mansões, não terem uma biblioteca. Ela conta que, quando pequena, mesmo sendo de origem humilde, não só ela como todos de sua rua, situada em uma pequena cidade da Alemanha, tinham um cômodo com livros adultos e infantis.  Haverá algo estranho em nosso reino?

João Ubaldo lança livro infantil

Dez bons conselhos de meu pai é o nome do livro infantil que o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro acaba de lançar pela Editora Objetiva. O texto foi escrito há mais de 30 anos, mas só agora chega às livrarias em formato de livro e dirigido às crianças – uma inspiração baseada na educação que o autor recebeu de seu pai, homem muito culto e amante da literatura, mas também sério e rígido na educação dos filhos. Em entrevista à revista Crescer, João Ubaldo conta o porquê dessa demora e como se sente ao escrever para o público infantil.

Os livros e as trevas de Borges

Um grande escritor há sempre de ser lembrado. Assim é Jorge Luis Borges. A complexidade de seus textos fez com que os críticos muitas vezes batessem cabeça na tentativa de classificarem-no: chamado às vezes de demasiado intelectual, outras, de charlatão, na juventude foi apontado como comunista e na velhice como conservador. Para saber mais sobre suas influências, nada como conhecer um pouco de sua vida, como na matéria A eternidade numa letra do alfabeto. Depois é só pegar um de seus contos e perder-se nos labirintos de sua literatura.

Os clássicos e o leitor de hoje

Digestivo Cultural é um site de jornalismo cultural, com textos sobre literatura, música, teatro, cinema, artes plásticas, internet e gastronomia, com ensaístas e colunistas que não seguem uma linha editorial. Um bom exemplo dessa diversidade de ideias é o debate entre os que defendem uma leitura dos clássicos e a decadência da literatura atual e aqueles que apontam decadência no sistema educacional, mas não na literatura. Em Os clássicos e o leitor de hoje, Lolita Beretta defende a necessidade de construir culturalmente o cidadão, inclusive em sala de aula, para que ele possa fruir da qualidade dos clássicos da literatura – mas também defende o valor da literatura atual e (pelo menos por enquanto) não canônica.

Jogo dos erros de Português

Para professores de português gostam de trabalhar com o lúdico, o Jogo dos erros de português é bem interessante para trabalhar com os alunos. Lá estão 100 erros comuns da nossa língua divididos em cinco níveis, com 20 perguntas cada. A cada mudança de nível as perguntas vão se tornando mais difíceis. Uma sugestão é levar os alunos para a sala de informática e fazer uma competição saudável entre grupos ou individualmente e ver quem acerta mais. 

Biblioteca virtual e gratuita

Lançado em 2004, o portal Domínio Público é a biblioteca virtual gratuita do MEC. Basta acessá-la para encontrar obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos) já em domínio público ou que tenham sua divulgação devidamente autorizada. O destaque fica para a Coleção Educadores, com acervo de materiais de diversos pesquisadores e estudiosos; e para as obras de Machado de Assis e Fernando Pessoa, entre outros nomes do patrimônio cultural brasileiro e universal.

Felicidade clandestina

Uma menina que adorava ler e cuja colega tinha o livro que mais desejava: Reinações de Narizinho. A dona da brochura, porém, sempre arrumava uma desculpa para não emprestar. Dia após dia, a leitora mirim se torturava na ânsia de conseguir passar os olhos por tão almejado texto, mas sempre acontecia algo que impedia que ela botasse as mãos em seu objeto do desejo. É a história do conto Felicidade clandestina, de Clarice Lispector. Leia o conto e, se possível, leia o livro de Monteiro Lobato também.

Maneiras de trabalhar com fábulas em sala de aula

A matéria Comparação e reescrita de fábulas mostra como a língua portuguesa pode ser trabalhada de forma criativa em sala de aula. A sugestão aqui é trabalhar com fábulas nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Apesar de tal gênero não ser muito popular entre os professores – provavelmente pela moral da história sempre presente em seu desfecho – a fábula apresenta diversos pontos interessantes de estudar: pode-se ler em voz alta e fazer a criançada prestar atenção na pontuação; comparar diferentes versões da mesma história; e até fazer com que os alunos sirvam-se de tal história como inspiração para uma produção autoral própria.

Você não pode deixar de estar lendo!

Um vício de que todo mundo reclama e está cada vez mais presente no nosso dia a dia: o “gerundismo”. Na crônica Para você estar passando adiante, o escritor Ricardo Freire faz uma bem-humorada crítica a esse vício de linguagem.  O texto é todo escrito nesse tempo e Freire aproveita para “estar fazendo” uma grave observação: tal forma de falar não se restringe mais aos operadores de telemarketing: está entrando no papo informal. Não deixe de estar lendo essa ótima crônica!

Deixe para amanhã o que pode fazer hoje

Este poema é para aqueles que estão sempre adiando seus planos e acabam não os realizando nunca (aqueles que popularmente dissemos que deixam “tudo para amanhã”). Tais pessoas talvez sintam até certo alívio ao saber que um dos maiores poetas da língua portuguesa, Fernando Pessoa, ou melhor, seu heterônimo Álvaro de Campos, também confessou ser um grande postergador em seu poema Adiamento. Leia agora ou então... deixe para amanhã.

O internetês atrapalha na sala de aula, sim ou “naum”?

De frente para o computador, nas mensagens de texto do celular, com o amigo ao lado... Seja onde for, crianças e adolescentes têm utilizado uma linguagem cheia de códigos cibernéticos para se comunicar, inclusive na escola. E é isso que tem preocupado pais e educadores. Em entrevista ao portal O Dia, o professor de português Sílvio Luís Bedani defende a ideia de que tudo é uma questão de medida e que a solução pode vir a partir de uma parceria entre a escola e a família.

A força da tragédia grega

No artigo Mito e rito na tragédia grega, a professora do Instituto de Letras da UERJ Carlinda Fragale trata desse gênero literário da Antiguidade do qual somente 32 textos chegaram até nós (apesar de entre seu surgimento e o declínio terem se passado quase oitenta anos). Mesmo com poucos exemplares do gênero, tais escritos foram suficientes para se considerar a tragédia grega um dos mais bem-sucedidos produtos literários. Ao estudá-la mais profundamente somos remetidos à sua origem religiosa, ligada ao culto de Dionísio. Além disso, Carlinda discorre sobre os efeitos catárticos que tais encenações produziam nos espectadores.

Saramago e sua narrativa ao pé do ouvido

Walter Benjamin sentenciou a “morte do narrador”, o que, com o advento da democratização da imprensa, tornou-se ainda mais certo de acontecer. Até que apareceu Saramago, que tem como pressuposto de sua ficção dar voz aos excluídos, construindo textos que tratam daquilo que poderia ter sido e não foi. O jeito peculiar de contar suas histórias – com respiros, circularidades e devaneios – é como se as narrasse ao pé do ouvido de um amigo, a quem convida a refletir junto de si. A dica nesta matéria sobre Saramago é trazer seus livros para os bancos escolares e mostrar uma nova história aos novos homens.

Publicar ou não obras rejeitadas pelos escritores?

Esta matéria da revista Bravo levanta a discussão a respeito da publicação póstuma de escritos deixados de lado pelos autores. São apresentados diversos exemplos de livros publicados postumamente que se tornaram verdadeiras obras-primas, como A Metamorfose,de Kafka; por outro lado, são mostrados textos que deveriam ter sido enterrados junto com quem os escreveu.

Desvendando Ana Cristina Cesar

Este artigo sobre a poeta carioca Ana Cristina Cesar, que aos 31 anos suicidou-se, toca em detalhes da personalidade dela que nos ajudam a conhecer e entender melhor sua poesia. Segundo ela, para ser “iniciado em literatura” deve-se “sacar” de fato o que é poesia, “um tipo de loucura qualquer”. Os autores citados no texto (Nietzsche, Whitman, Foucault) também servem de pista para desvendar a personalidade de Ana C. Uma interessante abordagem que foge da fórmula das biografias tradicionais.

As personagens femininas em Machado de Assis

Neste artigo, Maria Lúcia Oliveira Rangel trata da importância das personagens femininas em Machado de Assis. Ela situa o escritor em dois períodos da literatura: o romantismo e, posteriormente, o naturalismo, e aponta características marcantes dos papéis femininos em suas obras nesses dois momentos, mostrando o quanto tais personagens se diferenciam umas das outras. Qual o mistério de Lívia, Guiomar, Helena, Sofia, Fidélia, Capitu e de tantas outras mulheres machadianas?

A carta de “despedida” de Suassuna

Nesta carta de despedida de sua coluna para outra seção do mesmo jornal, Ariano Suassuna consegue transformar um fato aparentemente prosaico desses numa bela crônica, seja pela simplicidade, seja pelos adoráveis personagens que nos apresenta: o poeta Cego Oliveira e a leitora de sua coluna Cida Sepúlveda, que se define como uma “poetisa anônima, casual, trágica, inconsequente...”. Vale a pena ler.

Um corretor ortográfico que explica as correções

O acordo ortográfico assinado pelos membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa está em vigor no Brasil desde 2009. Muito se falou sobre ele, contra e a favor; foram publicadas obras sobre o assunto, dicionários foram refeitos e reimpressos dentro das normas ortográficas, foram criados sites que reescrevem frases e palavras segundo as novas regras. Este site reescreve o texto apresentado, fazendo as correções, mas traz a vantagem de explicar o que mudou e em qual das normas a alteração se enquadra.

Combinações inusitadas entre palavras

A matéria Palavras extraconjugais trata das combinações estranhas entre verbos, substantivos e advérbios feitas por alguns falantes. Uma coisa é usar a linguagem de maneira criativa, outra é tentar parecer tão original no uso da língua a ponto de torná-la inconsistente, como falar sobre uma história de amor que “redunda” em casamento. Quem tiver alguma “sombra de dúvida” (dúvida tem sombra?) sobre tais combinações não pode deixar de ler o texto.

A grande influência de Machado foi o teatro

Machado de Assis é nome mais do que consagrado na prosa de contos e romances, reconhecido na poesia e nas crônicas. Atualmente, pesquisadores afirmam a grande influência que sofreu para sua produção literária foi o teatro – para o qual escreveu e traduziu peças, também. Por ter sido crítico de teatro para jornais da então capital federal, assistia a todos os espetáculos encenados. Prova dessa influência são as diversas citações de Shakespeare em suas obras. Veja mais.

O processo de criação de Mário de Andrade

Um dos segredos – ou fatos desconhecidos, mesmo – do meio artístico é o processo de criação. Agora um livro conta, a partir de seus manuscritos, como Mário de Andrade elaborava um texto – romance, conto, poesia. No caso de Mário, há um fator positivo: ele era um contínuo revisor de seus textos, reescrevendo-os constantemente. Este artigo conta um pouco mais da construção e dos elementos do livro.

Como fazer as crianças gostarem de ler

Uma dica para introduzir o hábito da leitura nas crianças é fazê-lo através do contato tátil e visual com os livros. Tal procedimento também irá facilitar na hora da alfabetização, uma vez que, dessa maneira lúdica, a aprendizagem não é sentida como uma imposição; ao contrário, ela se dá sem que a criança perceba. Outra forma de despertar o interesse dos pequenos pelas letras é ler as histórias junto com eles, contando-as com riquezas de detalhes. Crianças que gostam de ler normalmente conseguem organizar seus pensamentos com facilidade e têm bom poder de concentração. Para saber mais sobre o assunto leia este artigo.

Hamlet, universal?

Esta matéria, escrita por Affonso Romano de Sant’Anna para o jornal de literatura Rascunho, relata a experiência de uma antropóloga de ler a história de Hamlet para uma tribo africana cujo objetivo era comprovar a universalidade da obra de Shakespeare.  Na prática, viu-se que cada parte do texto era questionada pelos indivíduos da tribo que não compreendiam muitos aspectos da cultura europeia. O que nos faz pensar sobre o significado restrito que o termo “universalidade” tem.

Atlas do IBGE reúne Geografia e Literatura

Dando início ao seu programa de oferecer ao público as características das regiões brasileiras que foram elemento marcante de obras literárias brasileiras, o IBGE está lançando o volume que trata do Brasil Meridional, que engloba a Campanha Gaúcha, as Colônias e as Missões, o Vale do Itajaí e o Norte do Paraná. A Amazônia, o sertão e a costa são os próximos espaços visitados.

A complexidade e os complexos de Machado de Assis

A obra de Machado de Assis é tão complexa que muitas vezes ofusca a complexidade da personalidade do escritor, considerado um dos maiores – para muitos o maior – produzidos pelo Brasil. Segundo Humberto França, a epilepsia, a gagueira, a origem humilde, a falta de beleza e a cor influenciaram o surgimento de traços doentios na personalidade de Machado, repleta de ambiguidades. Autodidata, “impecável quanto às suas responsabilidades de burocrata”, gênio e dissimulado, são alguns dos adjetivos com que o Bruxo do Cosme Velho é chamado neste texto. O que nos faz pensar que, para escrever de forma tão genial, não poderia ser alguém “normal”.

Estar sendo ter sido

Numa iniciativa que reúne professores, alunos da graduação e da pós-graduação da Faculdade de Letras da UFRJ, foi inaugurado recentemente o site Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea. Sob a coordenação do professor e escritor Dau Bastos, o espaço reúne ensaios, artigos, resenhas e entrevistas e tem por objetivo criar uma ponte entre a sociedade e a universidade. Entre os textos dessa edição, recomendamos o ensaio “Vozes textuais em Estar sendo ter sido, sobre o livro de Hilda Hilst. Vale a pena a leitura.

A descoberta da escrita pela dama maldita da literatura brasileira

No texto “O quinto elemento – a visão privada de uma mulher pública”, a escritora maldita Márcia Denser conta, a partir de dados autobiográficos, como se descobriu escritora. Vale a pena ler não apenas pelo primor de sua língua ferina, pelo humor negro impiedoso ou pelas passagens cáusticas que utiliza para descrever o início de sua juventude até a descoberta de sua vocação – a escrita –, mas também pela força com que é tomada por tal arte. O ato de escrever torna-se, para ela, uma necessidade vital semelhante à que Rilke descreve em sua obra-prima Cartas a um jovem poeta.

O corvo

Um dos contos mais célebres de Edgard Allan Poe, com o qual dialogaram gerações de escritores, inclusive o poeta Charles Baudelaire, está disponível no site Contos do covil. A tradução é do poeta português Fernando Pessoa:
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais.
“Uma visita”, eu me disse, “está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais.”  Continua.

Gramática em cordel

Para ajudar a explicar os meandros da gramática do nosso idioma, o paraibano Janduhi Dantas resolveu fazer uso de um recurso bastante popular no Nordeste: a literatura de cordel. Seguindo os passos de Paulo Freire, o livro – já na sexta edição – usa elementos do cotidiano e lúdicos para facilitar o estudo. Veja nesta matéria da Revista de História da Biblioteca Nacional alguns trechos da obra.

Por dentro da Tabacaria de Álvaro de Campos

O artigo “O niilismo e a desilusão em Tabacaria, de Álvaro de Campos” traz uma minuciosa análise desse poema de um dos mais famosos heterônimos de Fernando Pessoa. Logo nos primeiros versos de Tabacaria já se nota sua intensidade (“não sou nada/nunca serei nada/não posso querer ser nada/à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo) e o profundo sentimento de revolta, inconformismo e desilusão lá contidos. Vale a pena ler o poema e, posteriormente, a análise para saber o que há por dentro da “tabacaria do outro lado da rua”.

Segunda ou terça-feira

Uma garça desejante é a personagem deste conto de Virgínia Woolf. Traduzido por Roberto Schmitt-Prym, e publicado na revista Bestiário, o texto apresenta uma poética reflexão sobre verdade e realidade. “Preguiçosa e indiferente, vibrando facilmente o espaço com suas asas, conhecendo seu rumo, a garça sobrevoa a igreja por baixo do céu.” E continua...

O processo de aprendizagem segundo Vygotsky

Quem trabalha com educação, sobretudo educação infantil, deve estar sempre relendo as teorias do desenvolvimento a fim de aplicá-las quando necessário. Entre os diversos nomes importantes dessa área, um que merece ser sempre lembrado é o de Vygotsky, que assim como Piaget não enxerga a criança como um mero adulto em miniatura. Além disso, considera que no processo de desenvolvimento do indivíduo não ocorrem mudanças apenas quantitativas e sim qualitativas. Leia aqui um breve resumo da teoria de Vygotsky.  

A história dos contadores de história: os Irmãos Grimm

Os irmãos Grimm tornaram-se famosos pelas histórias que divulgaram mundo a fora. A história da vida deles também é bastante curiosa. Assim como Hesíodo que na Antiguidade escreveu os mitos que eram transmitidos oralmente pelo povo grego, os Grimm colocaram no papel diversas histórias que parentes, amigos e camponeses lhes contavam. Além disso, pesquisaram diversos relatos em documentos antigos. Foi através desse trabalho arqueológico-literário que eles preservaram as histórias de seu povo, hoje conhecidas, contadas e recontadas em toda parte do planeta.

Aquelas ou aqueles milhões de pessoas?

Este texto da Revista Língua Portuguesa dá exemplos de concordâncias equivocadas de numerais muito comuns de se ouvir. São números cardinais substantivos do gênero masculino como milhão, trilhão, milhar e bilhar, entre outros, que alguns desatentos teimam em concordar com um substantivo feminino, como na frase: “aquelas milhões de pessoas estão caminhando”. Para ficar por dentro dessa e de outras dicas sobre concordância dos numerais é só ler a matéria: os numerais da discórdia.

Toda palavra é crueldade
Orides Fontela

“(...) Não há piedade nos signos
e nem no amor: o ser
é excessivamente lúcido
e a palavra é densa e nos fere.” (“Fala”)

Aos poucos, Orides Fontela (1940-1998) começa a ser lida pelos brasileiros. A poeta nasceu no interior de São Paulo e aos 27 anos foi morar na capital paulista em busca do sonho de se tornar escritora. Publicou seu primeiro livro, Transposição, com a ajuda de Davi Arrigucci Jr. Orides foi professora e bibliotecária na rede estadual. Ganhou o Prêmio Jabuti de poesia, em 1983, com Alba, e o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1996, com Teia. Recentemente, a CosacNaify publicou, pela primeira vez, seus poemas reunidos. É possível ler alguns deles na página que o Jornal de Poesia dedicou a ela. Confira.

Memória da literatura infantil e juvenil

Do alto de seus 90 anos e mais de 100 livros, a escritora Tatiana Belinky, uma das maiores da literatura infanto-juvenil no Brasil, é lembrada pelo Museu da Pessoa – um museu virtual que reúne histórias de vida, aberto a todos que quiserem compartilhar sua história. Ao se apresentar em um dos vídeos disponíveis na seção Memória da Literatura Infantil e Juvenil, a escritora que fez (junto com o marido Julio Gouvêa) a primeira adaptação do Sítio do Pica Pau Amarelo para a televisão diz ser “uma senhora muito antiga, mas não velha, porque dentro de mim mora uma criança que eu fui há muitos anos”. Diante desse vigor, vemos o porquê da identificação de Tatiana com a personagem na qual se empenhou para expandir a irreverência que seu criador Monteiro Lobato lhe dera, a boneca Emília, que a escritora considera a grande personagem da Literatura Brasileira; “ela não é bonita nem feia, ela é engraçada, ela é inteligente, liberou geral, fala o que quer”. E é com essa liberdade que Tatiana fala contra os que ainda acham que para gostar de ler é preciso obrigação: “O verbo ler não comporta imperativo, como dois outros verbos – o verbo amar e o verbo sonhar. isso não se manda, isso se deixa acontecer. Acontece.”  Conheça.

Cartas, poemas, fotos: o acervo de Ana C. no IMS

A poeta Ana Cristina César é ícone de uma geração que despontou na década de 1970, a partir da coletânea 26 poetas hoje, organizada por Heloisa Buarque de Hollanda. Os estudiosos da obra de Ana C. procuram ressaltar o quanto ela, com sua linguagem apurada e sofisticada, transcendeu aquela geração. O arquivo pessoal da poeta, que suicidou-se aos 31 anos, está sob guarda do Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro. Em Homenagem a Ana C. é possível conhecer alguns dos manuscritos, fotos e saber um pouco mais sobre a obra e a vida da poeta. Para os mais interessados, a visita ao instituto é recomendável. Certamente será muito agradável um passeio pelos jardins e salões da antiga residência dos Moreira Salles, que, além dos acervos de importantes artistas, abriga quase sempre boas exposições. O IMS fica na Rua Marquês de São Vicente, 476 – Gávea.

A passiva Capitu

Sem dúvida a personagem da literatura brasileira mais discutida é a dona dos olhos de ressaca, Capitu. No ensaio O silêncio de Capitu, porém, Linda Catarina Gualda deixa de lado a interminável discussão sobre a culpa ou inocência de esposa de Betinho e a coloca como uma vítima da cultura patriarcal, que joga sobre ela a imagem negativa de adúltera. Segundo a autora, Capitu está “sujeita a um sistema moral de que ela participa de forma passiva, na medida em que não se detém a palavras, mas ao contrário é falada”.

Academia Estudantil de Letras, um incentivo à leitura

A Academia Estudantil de Letras é um projeto de alunos de escolas públicas. Em maio de 2005, a AEL (Academia Estudantil de Letras) Padre Antônio Vieira foi primeira do projeto. Atualmente são  oito filiais em São Paulo e uma no Rio Grande do Norte. As reuniões mensais da AEL acontecem na última semana do mês.

O projeto, além de incentivar o habito de ler dos alunos, segundo os professores, é responsável por mudanças no comportamento dos alunos: "Os professores dizem que eles melhoram em tudo, inclusive na postura em sala de sala", conta Maria Sueli Fonseca Gonçalves, idealizadora do projeto. Veja também o blog da AEL Padre Antônio Vieira.

A arte de não ler

A matéria A arte de não ler separa o joio do trigo na literatura; é um verdadeiro elogio à leitura dos bons livros. No site Pensador Selvagem, Jefferson Maleski dá dicas sobre o que devemos ler (os clássicos, sempre os clássicos!) e sobre o que devemos evitar. Não vale a pena ler um livro só porque está na moda, pois é comum os best-sellers serem feitos apenas visando o lucro e o alcance do grande público. Para que empolgue as massas, muitas vezes a escrita deve ser fácil e superficial. Essas e outras dicas são dadas para evitar as armadilhas da literatura.

Uma visão surpreendente do acordo ortográfico

O acordo ortográfico firmado por países de língua portuguesa está por entrar em vigor, o que acontecerá paulatinamente. Alguns pesquisadores acham que é importante para a divulgação de nosso idioma; outros estudiosos acham que é inócuo, pois há mudanças mais importantes a serem feitas. Este texto de Eduardo Trindade trata o assunto com um ingrediente que não pode faltar: bom humor.

A influência da loucura na obra de Lima Barreto

Ainda que incompreendidos na vida social, artistas considerados loucos já produziram obras-primas incomparáveis. O que a jornalista e pesquisadora Luciana Hidalgo analisou foi a presença da insanidade nos livros de um dos nossos principais escritores – que chegou a publicar um Diário do Hospício, que conta o período em que ficou internado no Hospital dos Alienados (que ficava onde hoje é o campus da Praia Vermelha da UFRJ). Nesta entrevista, ela fala também de sua pesquisa sobre Arthur Bispo do Rosário, outro paciente de hospitais psiquiátricos.

Os livros ardem mal ou um inquérito sobre preferências literárias

OLAMOs Livros Ardem Mal  é um blogue da atualidade editorial, organizado pelo crítico português Osvaldo Silvestre. Em suas últimas edições, o OLAM lançou um inquérito para um número significativo de escritores, críticos e jornalistas da área da cultura, pedindo que apontassem os dois melhores livros da literatura portuguesa do século XX; não só sobre os melhores, mas ainda sobre a diferença entre os melhores e os mais importantes.

A voz do poste, de Moacyr Scliar

Uma boa dica de leitura para aliviar o estresse de fim de ano de alunos e professores é a novela A voz do poste, de Moacyr Scliar. Lançado pelo selo Jovens Leitores, da Rocco, o livro conta a história de Josias, um rapaz que sonha ser locutor de rádio. Se você quer saber mais, leia a  resenha de Alysson de Oliveira, na Revista Paradoxo.

Poetas portugueses

António Ramos Rosa, Fiama Hasse Pais Brandão, António Franco Alexandre, Sofia de Mello Breyner e Adília Lopes: se você ainda não conhece a obras desses poetas, a visita à Revista Relâmpago é imperdível. Nela encontramos uma pequena mostra do trabalho desses artistas que fizeram da palavra instrumento de vida.

Os versos de Ramos Rosa são um belo convite:

(...) Nada pode redimir o desamparo essencial o tremor de ser sem ser nos abismos da existência
só a palavra que escuta e na sua escuta forma um espaço lento
pode recolher a luz do improvável como se este fosse uma respiração
e através dele o mundo se reconstituísse em ordenadas colunas
de um jardim banhado pela orla indolente de um voluptuoso mar.

“Literatura de vizinhos” no novo Portal Literal

O Portal Literal inaugurou recentemente uma nova fase. A reformulação para um modelo colaborativo permite que todos os usuários cadastrados atuem como autores. Os artigos entram (ou não) na rede de acordo com a votação que recebem. Um dos textos que está no ar é Literatura de vizinhos, escrito por Helena Aragão. Nele, a autora apresenta uma reflexão que esteve em pauta na quinta edição do evento Editor em ação, promovido pelo curso de Produção Editorial da Escola de Comunicação da UFRJ. Vale a pena ler e pensar sobre o que nos aproxima e o que nos deixa distantes de nossos hermanos da América Latina.

A estranha linguagem dos documentos jurídicos

No artigo A Estranha linguagem dos documentos jurídicos, Darcilia Marindir Pinto Simões discute os problemas linguísticos existentes nos textos produzidos no mundo jurídico. Os processos, pelo fato se serem todos realizados por escrito, deveriam apresentar escrita clara e sem erros de grafia, mas não é o que ocorre. No texto são mostrados trechos de processos onde os conectivos estão mal colocados, frases pessimamente escritas, utilização de expressões latinas desnecessárias - uma vez que têm equivalentes em português - entre outros erros. Para conferir os deslizes gramaticais de nossos homens da  lei é só ir na revista Philologus e procurar o artigo em outros números, no ano 3, edição 7.

Personagens do folclore brasileiro

Quem cresceu vendo o Sítio do Pica-Pau Amarelo na TV ou lendo os livros de Monteiro Lobato conhece bem certos personagens de nosso folclore. Para quem não teve essa sorte, a dica é ir correndo à livraria mais próxima e se esbaldar com histórias do criador da Emília. Para já ir se familiarizando com a leitura, é interessante conhecer algumas lendas brasileiras e seus personagens, como o curupira, a mula-sem-cabeça, o saci-pererê e tantos outros.

Neologismos dos poetas e do povo

Na matéria No reino das novas palavras, Érika de Souza Bueno examina a origem de diversos neologismos criados por nossos célebres poetas, como: amação e malamar, de Drummond, teadorar,de Bandeira. E ressalta que inventar novas palavras não é exclusividade de escritores; o povo também faz inovações no vocabulário ao chamar ligação clandestina de gato ou falso proprietário de laranja, entre outros termos.

Primavera

Ela vem chegando, e nada mais propício para a estação das flores do que a leitura da prosa poética de Cecília Meireles: “A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.” E continua...

A língua da escola

Como o aluno deve se comportar na escola? Como se estivesse num hospital, em silêncio e quieto, ou como faz na praia, conversando e correndo animadamente? Há momentos e momentos. Neste artigo, Stefano Azevedo comenta a palestra de Oneide Schwartz, da Unesp, na última Bienal do Livro de São Paulo, e traz algumas opiniões da professora, que garante que o aluno que fala em sala escreve melhor. E mais: ela garante que é bom que ele conheça as duas normas da língua: a culta e a popular, do dia-a-dia. Mais uma opinião para esse (eterno) debate.

Sobre a democracia literária

Está disponível na Revista Trópico, uma entrevista com o filósofo francês Jacques Rancière em que ele fala com a jornalista Leneide Duarte-Plon sobre seu livro mais recente: Política da literatura. Professor emérito do Departamento de Filosofia da Universidade Paris VIII, Rancière é considerado um dos filósofos mais influentes da atualidade. Entre seus livros mais conhecidos aqui no Brasil estão: A partilha do sensível e Políticas da escrita.

Memórias da infância

Wilson Bueno, autor do interessante A copista de Kafka, volta-se agora para as memórias da infância em Racontos de Vila Pequena, que será publicado em 2009. Dois capítulos do livro já podem ser lidos na Revista Trópico: “Conversa de cães num bosque de pinheiros” e “O verão dali em diante”. Aproveite.

A crônica nossa de cada dia

Como se colhesse as rosas mais significativas da estação, Wilson Bueno pinça os momentos em que a crônica, “esse quase gênero literário”, brilhou nas obras de quatro grandes escritores brasileiros: Machado de Assis, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa e Clarice Lispector. O texto é uma reflexão interessante sobre esse tipo de narrativa praticada, segundo ele, por “nove entre dez escritores brasileiros”. Confira.

Hilda Hilst

“A ideia é ambiciosa e santa.
E o amor dos poetas pelos homens
é mais vasto.
Do que a voracidade que nos move.
E mais forte há de ser
quanto mais parco.
aos vossos olhos possa parecer.”

Conheça os outros versos do Poemas aos homens do nosso tempo.

O primeiro exemplar da Biblioteca Liberdade

O escritor Cristóvão Tezza conta como a obra de Monteiro Lobato foi decisiva para sua formação, principalmente Urupês, que ele leu ainda criança e considera o primeiro exemplar da sua Biblioteca Liberdade. O texto é uma ótima oportunidade para pensarmos na obra lobatiana – que sem dúvida vai além das fronteiras do Sítio do Pica-Pau Amarelo. “Lobato não escrevia livros; ele tomava atitudes. Tudo nele era problemático, agressivo, opiniático, independente, solitário”, escreve Tezza, que no entanto não deixa de apresentar os limites do célebre escritor. Leia na íntegra.

O 1º dicionário de português da Internet

O Vocabulário portuguez e latino, de Raphael Bluteau, foi o primeiro dicionário da língua portuguesa. Seus dez volumes, publicados entre 1712 e 1728, foram digitalizados graças a uma parceria entre o Instituto de Estudos Brasileiros – IEB/USP e a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, num trabalho de mais de um ano, coordenado pela historiadora Márcia Moisés Ribeiro. Consulte.

Uma história de todos

Que tal escrever um livro junto com o premiado escritor Moacyr Scliar? A partir de 16 de maio (e até 16 de junho) está no ar o site da obra coletiva Livro de Todos. O objetivo é que os internautas deem continuidade ao primeiro capítulo, escrito pelo acadêmico, que está na Internet. Nesse período, as "páginas em branco" ficarão no ar diariamente, das 14h às 24h. Os textos recebidos são avaliados, selecionados e editados por uma comissão editorial e passam a integrar a obra no dia seguinte, quando, então, o website volta a ficar disponível para novos textos. O lançamento do livro acontece na Bienal do Livro de São Paulo, de 14 e 24 de agosto.

Lero, lero

Volta e meia se escuta dizer que a poesia brasileira vai mal, obrigada, porque os poetas se dedicam a escrever para música. Bom, se isso é verdade ou não, não se sabe, mas o fato é que alguns se desenvolveram nos dois campos. Por isso, vale a pena dar atenção ao mineiro Antonio Carlos de Brito (o Cacaso). Tendo parceiros como Edu Lobo e Francis Hime, entre outros, ele também fez parte do movimento da poesia marginal. Uma breve biografia desse autor pode ser lida no artigo "Cacaso - A Transgressão da poesia."

56 anos de uma viagem rumo ao Grande Sertão: Veredas

Não é somente pelos 40 anos do memorável ano de 1968 que este mês de maio é especial. Foi há exatos 56 anos que o escritor Guimarães Rosa começou a viagem que resultaria em uma das maiores obras literárias da humanidade: Grande Sertão: Veredas. O especial Guimarães Rosa: maio não é só 68, de Paulo Bicarato, publicado na revista NovaE.inf.br, é uma ótima oportunidade para você conhecer um pouco mais sobre essa viagem que tornou célebre o amor de Riobaldo e Diadorim.

CPDOC/FGV coloca livros esgotados à disposição na Internet

O Centro de Pesquisa e Documentação da História Contemporânea da Fundação Getúlio Vargas colocou na Internet, com acesso livre para download, novos livros que estão esgotados ou que tiveram distribuição restrita na época de sua publicação. São obras relevantes disponíveis a um toque do mouse. Basta ir à página de livros e escolher. Ah, você pode ler textos de pesquisadores da FGV, também. É só navegar pelo site do CPDOC.

A realidade sobre o realismo machadiano

No artigo O bruxo contra o comunista ou: o incômodo ceticismo de Machado de Assis, publicado na revista Kriterion, o professor Gustavo Bernardo Krause fala sobre as diferentes fases literárias de Machado de Assis e vai contra a ideia corrente nos livros didáticos do Ensino Médio, que escrevem que o Bruxo do Cosme Velho era um dos maiores representantes do Realismo, quando, na verdade, o escritor era bastante crítico em relação a tal corrente. Outro equivoco apontado pelo professor é o de comumente os primeiros romances de Machado serem classificados como inferiores aos últimos (aqueles erroneamente citados como realistas), pelo fato de pertencerem ao gênero romântico. Tal afirmação, para Gustavo Bernardo, representa um duplo equívoco: primeiro, porque “a superioridade em arte é sempre uma falácia, e, segundo, porque o Realismo não é, na essência, diferente do Romantismo”.

Os glúteos na poesia de Drummond

Muitos dizem que o Brasil é o país que mais valoriza a região glútea feminina. Se pensarmos em determinadas músicas, danças e pseudomodelos de quinta categoria que povoam os programas de TV, fica difícil discordar. Mas, deixando de lado esse aspecto mais vulgar da lida com a “bunda”, é inegável que se trata de uma das mais simpáticas partes de nosso corpo. Para comprovar isso, veja o que um dos maiores poetas brasileiros andou escrevendo sobre ela em seu poema A bunda, que engraçada.

A origem das palavras

Muitas vezes ao se conhecer a etimologia de certas palavras, elas passam a ser vistas de forma diferente, com mais profundidade. Em seu artigo chamado Dona Etimologia vai à luta, Gabriel Perissé mostra a origem de diversos vocábulos, como “parabéns”, “enfezada”, “cosmético”, “ambição” e “aluno”. Este último, muitas vezes traduzido, equivocadamente, como “sem luz” (a junção do prefixo a, que significa negação, com o elemento latino lun - proveniente de lumem, luminis, luz). Mas para o orgulho de nossos alunos, o verdadeiro significado dessa palavra tem uma raiz muito mais estimulante.

O vocabulário de Guimarães Rosa

A nota é sobre o lançamento do livro O léxico de Guimarães Rosa, da professora aposentada de estilística da Universidade de São Paulo Nice Sant’Anna Martins. Mas o texto não fica só na propaganda do livro e mostra a vida desse ilustre brasileiro e, principalmente, da sua arte de inventar palavras e misturar vocábulos do português arcaico e da fala popular. Também são expostos os métodos utilizados por Rosa para criar sua própria língua, como observação profunda dos hábitos e da fala dos sertanejos. Ao final da matéria há um box, com exemplos das invenções vocabulares de escritor. É um primeiro passo para adentrar nas veredas literária de Guimarães Rosa.

As novas regras da língua portuguesa

Essa tão falada reforma da língua portuguesa está deixando muita gente de cabelo em pé. Se antes mesmo das alterações gráficas muitas palavras de nosso idioma ainda geram dúvidas, com a reforma a confusão pode aumentar... ou não. O fim do trema (exceto em nomes próprios ou derivados) talvez facilite, já que na escrita à mão muita gente “esquece” de utilizá-lo, e no computador ele só não é deixado de lado graças à correção automática. Veja algumas das mudanças e julgue você mesmo se a reforma virá facilitar ou dificultar nossa comunicação.

Os estrangeirismos na língua portuguesa

Na matéria O debate desfocado dos estrangeirismos, o professor Adriano de Paula Rabelo fala sobre o projeto de lei do deputado Aldo Rebelo, que visa “proteger” a língua portuguesa. Tal iniciativa tem suscitado diversas polêmicas entre os que defendem a proteção da língua e os cientistas da linguagem que se opõem a toda tentativa de legislar sobre o idioma, uma vez que se trata de uma entidade viva e dinâmica. Os dois lados têm boas razões na defesa de seus discursos, leia e veja com qual deles você tem mais pontos em comum.

Rodas de leituras – O que são, de onde vieram, para onde vão?

Suzana Vargas, escritora, professora e diretora da Estação das Letras, faz uma reflexão sobre leitura e educação a partir de sua experiência com o projeto “Rodas de Leitura”, que teve início em 1993, em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. O texto oferece também orientações para aqueles que desejam produzir uma roda de leitura. Confira!

Melhores leituras de 2007

 “Qual foi o melhor livro que você leu em 2007?” Nesta interessante enquete que o Portal Literal está propondo aos seus leitores, todos os estilos têm vez: romance, não-ficção, contos, poesia. O melhor é que, ao apontar seu livro preferido, o leitor faz uma espécie de defesa da sua escolha; assim, os demais leitores ganham uma minirresenha de cada obra. Outro ponto positivo é que, entre os comentaristas, encontramos Rubem Fonseca e Zuenir Ventura relatando suas preferências literárias. Acesse o site, entre na seção Especial e faça também a sua escolha. 

O valor da crônica

Por se tratar de uma narrativa ligada a fatos circunstanciais e episódicos, a crônica, quando comparada ao romance ou ao conto, é vista como algo menor. Puro preconceito. Quando um texto é escrito com talento, não importa o gênero. Prova disso é A última crônica, de Fernando Sabino. Simples, curta, cotidiana e brilhante. Não deixe de ler.

Paralelismo sintático

Lições de português sempre são boas de serem vistas e revistas. Este artigo, escrito por Pasquale Cipro Neto sobre construções paralelas no idioma, traz exemplos tirados de concursos recentes. A explicação é dada passo a passo, bem fácil de entender.  Por mais que muitos leitores já conheçam o assunto, não custa nada fazer uma rápida visita. Recordar é aprender.

Três Vezes Hatoum

Autor de Relato de um certo Oriente (1989), Dois Irmãos (2000) e Cinzas do Norte (2005), o amazonense Milton Hatoum tem despontado como um dos melhores escritores brasileiros da atualidade. Seus dois primeiros livros ganharam o prêmio Jabuti em 1990 e 2001. Para conhecer um pouco mais sobre este autor, vale a pena acessar três links. No primeiro – Entrevista – Milton Hatoum –, o professor de literatura da Universidade Federal do Amazonas fala sobre suas origens – tanto para a entrevistadora quanto no texto Escrever à Margem da História - e sobre seu primeiro livro. No segundo, o foco da entrevista é Cinzas do Norte, seu processo criativo e a formação do escritor. Por fim, pode ter-se uma palinha da prosa de Hatoum ao se ler o conto Exílio.

As três vidas de Jeca Tatu

Normalmente lembrado como crítica à cultura caipira e seu agente, o personagem Jeca Tatu foi representado na obra de Monteiro Lobato de três formas diferentes. Em sua segunda encarnação, o personagem foi o agente para se discutir a precariedade das condições de saúde no campo, como lembra a pesquisadora Marisa Lajolo, do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), da Unicamp, em entrevista à revista eletrônica ComCiência. Confira!

As aventuras de Dom Quixote

No artigo Dez maneiras de falar sobre Don Quixote, a professora Eva Paulino Bueno faz uma reflexão sobre um dos livros mais importantes já escritos, traduzido em praticamente todas as línguas.

Primeiramente, Eva Bueno faz um pequeno resumo sobre a vida do escritor espanhol Miguel de Cervantes e logo depois ressalta interessantes aspectos da história do Cavaleiro da Triste Figura – como sua relação com Sancho Pança – e rebate as críticas ao livro, como a acusação de ser inconsistente devido às mudanças de nomes de personagens e confusões na continuação da trama.  A autora traça um breve perfil dos personagens e a história de cada um. Assim ficamos mais próximos de Maritones, a empregada da hospedaria, a bela Marcela, o Pastor Grisóstomo, Aldonza Lorenzo (a quem Don Quixote pensa ser sua Dúlcinea), entre outros.

Além disso, no artigo nos deparamos com partes do livro em que já naquela época há uma valorização da mulher, uma vez que muitas das personagens são decididas e donas de sua própria vontade.

Para gostar de ler

Bons exemplos são para serem divulgados. O pedreiro sergipano Evando dos Santos é o criador da Biblioteca Comunitária Tobias Barreto, na Penha, no Rio de Janeiro. O pedreiro, que na infância teve pouco contato com a literatura, superou essa dificuldade inicial e hoje lê em média 10 livros por mês, número muito acima da maioria dos brasileiros que leem cerca de 1,8 livros por ano.

A professora Maria do Socorro D’Ávila Oliveira, coordenadora do projeto Mala de leitura, viaja dois dias de barco para levar livros para a comunidade do interior da floresta no Acre.

Além destes exemplos de superação e solidariedade, a matéria Para construir leitores, de Eduardo Arruda, mostra-nos estatísticas não muito animadoras sobre o contato do brasileiro com a leitura. Para sanar este problema, o autor nos dá diversas dicas para se gostar de ler.

A dama maldita da literatura nacional

Ela estreou na literatura no final da década de 1970 com uma escrita visceral e chocante. Após alcançar o auge de sua carreira em 1986, com o livro Diana, a caçadora, o mercado editorial deixa de lado a ficção de Márcia Denser.

Em 2000, ela ressurge com força através livro Os cem  melhores contos brasileiros do século, de Ítalo Moricone, onde ela é autora de dois contos. Sua linguagem cáustica, crua, e ao mesmo tempo sofisticada, é incensada por vários escritores e intelectuais.

Leia a entrevista desta dama maldita de nossa literatura e depois mergulhe em  seus contos, como por exemplo, O Vampiro da Alameda Casabranca  e Hell’s angels.

Educação profissional para resgatar ingênuos e indígenas

Com a Lei do Ventre Livre (1871), os governos central e provinçal tomaram medidas para estabelecer o ensino da língua portuguesa e de ofícios para filhos de escravas, índios e crianças de rua. A implementação dessas políticas, entre 1870 e 1910, foi objeto de estudo realizado pela professora Irma Rizzini, que pesquisou iniciativas desses gêneros nos atuais estados do Amazonas, Pará, Maranhão, Pernambuco e Rio de Janeiro. Uma reportagem sobre a pesquisa feita por Rizzini está no Boletim da Faperj.

Harry Potter e nós

Por que a série de livros sobre o jovem mago é um sucesso? Qual a posição da crítica em relação aos best-sellers em geral e a literatura infanto-juvenil em particular? Quais as possíveis razões de seu sucesso? São algumas das perguntas que o jornalista Carlos Haag parece tentar responder na reportagem “O que é a vida sem dragões?”, publicada na Revista da Fapesp. O texto bem-humorado e informativo conduz o leitor através dos debates e dos possíveis fundamentos desse sucesso, revelando o mundo de Hogwarts, seus mestres e seus pupilos, a partir de um ponto de vista original. Não deixe de ler!

As mulheres de Machado

As Personagens femininas do romantismo brasileiro eram, em sua maioria, caracterizadas como frágeis, dependentes e sem um papel principal na narrativa.  Quando Machado de Assis entra em cena, isso muda. Logo em seus primeiros romances, como A ressurreição, a Mão e a Luva, Helena e Iaiá Garcia, apesar de ainda presos às características do romantismo do séc. XIX, fica claro o papel determinante das mulheres.

Tal poder aumenta ainda mais quando, em seus romances posteriores, Machado rompe com o romantismo e seus textos passam a apresentar características naturalistas/realistas. Personagens como Sofia de Quincas Borba, Fidélia de Memorial dos Aires, Virgília de Memórias Póstumas de Brás Cubas e, principalmente, Capitu de Dom Casmurro – sua mais discutida personagem feminina - demonstram muito bem esta atitude independente.

Para saber mais sobre o tema é só ler o texto As Personagens Femininas em Machado de Assis, de Maria Lúcia Silveira Rangel.

Nheengatú resiste

Ao contrário do que pensou o Marquês, não se pode acabar com uma cultura por decreto e muito menos com uma língua. A Língua Geral deixou marcas no português do Brasil, em especial no interior, e ainda existe e resiste.

No artigo A proibição da língua brasileira, o professor de sociologia José de Souza Martins (USP), ao comentar a tentativa de se proibir a veiculação pelo rádio de programas em nheengatú, destaca as marcas que a “língua boa” deixou no dialeto caipira. Entre elas, segundo Martins, está a dificuldade que os moradores do interior tem em falar as consoantes dobradas, como o “lh”. Daí, ao invés de orelha, sair “orêia”. Talvez, o certo, teria sido Bilac ter dito que somos a “úrtima fulô do Lácio, incurta i bela”.

Língua do Príncipe versus Língua Geral

“Fala-se português“ bem poderia ser um cartaz afixado na porta de qualquer estabelecimento comercial no Brasil até 1750. Como já foi dito aqui no Portal da Educação Pública algumas vezes, a Língua Geral predominou no país até aquela época. Como disse o padre Vieira, as crianças na capitania de São Vicente iam aprender o português na escola. Em casa, só a língua boa (nheengatú).

Com a criação dos diretórios pelo Marquês de Pombal, em 1757, o ensino da chamada Língua do Príncipe passa a ser obrigatório.

Para verificar os efeitos dessa medida, os pesquisadores Maria Cândida Drumond Mendes Barros (Museu Emílio Goeldi) e o Antônio Luís Salim Lessa (UFPA) compararam os verbetes de dois dicionários da língua tupi falada no Pará, um publicado em 1750 e outro em 1771.

Os resultados dessa comparação foram apresentados no artigo Um dicionário tupi de 1771 como crônica da situação linguística na Amazônia pombalina.

Uma Rosa é uma rosa é uma rosa

Para o poeta Manoel de Barros, a poesia dirige-se à sensibilidade. Como as flores. No pequeno artigo “Viola de Cocho”, Barros defende que “a poesia é antidiscursiva”, pois só cabe à prosa explicá-la. O texto foi publicado na seção Manoelês Arcaico, que reúne antigas colunas do poeta sul mato-grossense no site da TVE Regional (MS).

Ensino de português deve enfocar uso de registros linguísticos

Ao chamar a atenção para a existência de diferentes registros na língua em seu artigo O ensino de língua portuguesa nas escolas, a professora Mariana Guimarães Zimmermann defende a importância da escola respeitar a linguagem que os alunos usam em suas comunidades. Para ela, “cabe à escola dar aos alunos os instrumentos e colocá-los em situações de comunicação que lhes permitam o uso dos diversos registros linguísticos”.

O fantástico mundo de Borges

O escritor argentino Jorge Luis Borges flerta com o infinito, o inexplicável, labirintos, mitologias e, por vezes, nos convence que tudo isso faz parte da mais pura realidade. A casa de Asterion é um belíssimo conto sobre um personagem mitológico visto sob um outro ângulo. Para os leitores atentos, o final é surpreendente. No blog Alguns Textos  você poderá ler não só alguns contos de Borges como de outros grandes autores da literatura universal.

Bruna Beber

A poetisa Bruna Beber começou sua carreira de escritora publicando na internet, recentemente, lançou seu primeiro livro A fila sem fim dos demônios descontentes, pela Editora7Letras, e ainda continua a escrever em seus sites Bife sujo e Cutelaria. Uma mostra de seu trabalho pode ser encontrada também no site Escritoras Suicidas. Vale a pena conferir, destaque para o poema "Verbo Irregular" e para o texto "Girândola".

Mundos possíveis

O também escritor Garcia-Roza foi o convidado do projeto Paiol, realizado em novembro passado, em Curitiba. No encontro, mediado por José Castello, o escritor falou sobre filosofia, literatura policial e revelou o porquê de seu interesse pela literatura: "Por que me interesso pela literatura? Porque ela me leva para mundos possíveis. E o faz sem nenhuma presunção. (...) Há sempre um mundo possível num livro que eu abro." O conteúdo está disponível no Jornal de literatura Rascunho. Confira.

A última entrevista de Drummond

"(...) há uma emoção grande e uma alegria no momento de escrever o poema".

Em 1987, cinco dias após a morte do poeta Carlos Drummond de Andrade, o Jornal do Brasil publicou no suplemento literário Ideias trechos da última e exclusiva entrevista do poeta mineiro ao jornalista Geneton Moraes Neto. O material está disponível no site Memória Viva, dedicado à memória do poeta, basta clicar no ícone Mais um pouco, à esquerda da tela. Você irá conhecer o pensamento de Drummond em relação ao medo de envelhecer, sua opinião sobre a carência literária de nosso país e a emoção da beleza que ele dizia sentir ao contemplar o voo de um pássaro. Drummond que estava com 85 anos na ocasião da entrevista fez ainda confissões sobre sua poesia que chama de "imperfeita" e sobre o ato da criação que ele compara ao ato amoroso. Imperdível!

Diferentes formas de ler

Muita coisa mudou desde que a humanidade inventou a escrita e a leitura. Cada época teve seu modo de decifrar os conteúdos registrados: leitura em voz alta, silenciosa e solitária, ou em grupo. E você já imaginou que a leitura de um romance, que desejamos que fosse o hobby preferido dos jovens, pudesse ser visto como algo maléfico? O ensaio da professora Márcia Abreu, do Departamento de Teoria literária da Unicamp, aborda essas e outras questões e ainda apresenta a interessante pesquisa Retrato da Leitura no Brasil que revela dados surpreendentes. Em entrevistas realizadas com mais de 5.000 pessoas acima de 14 anos, descobriu-se que os brasileiros têm uma boa relação com os livros e que o leitor comum tem entre 14 e 19 anos de idade. Confira o ensaio.

Na Língua de Arnaldo Antunes

A revista Língua Portuguesa publica - matéria de capa da última edição - uma entrevista exclusiva com o compositor e poeta Arnaldo Antunes. Ex-"Titãs", parceiro de Marisa Monte e Carlinhos Brown na formação dos "Tribalistas" e, mais recentemente, de Paulinho da Viola, o poeta fala sobre seu projeto "Nome", uma obra multimídia que inclui poesia, música e uma animação, e sobre "Qualquer", seu sétimo CD solo que acaba de lançar.

A entrevista está disponível no site da revista para amantes da língua e da poesia concreta de Arnaldo Antunes.

Camões para jovens

Na mesma edição, a revista traz um artigo sobre o lançamento de novas formas de divulgação da obra clássica de Luiz Vaz de Camões (1524 a 1580), no mercado editorial, a fim de torná-las acessíveis ao leitor contemporâneo. Rap, História em Quadrinhos e até Literatura de Cordel são alguns dos exemplos da nova abordagem do autor de Os Lusíadas.

Leia mais em Camões Pop.

Estímulo à leitura e à escrita

E por falar em Cordel, esse foi o gênero literário que deu a Francisca das Chagas Menezes Souza o título de Educadora do Ano, no Prêmio Victor Civita 2006, com o projeto "Cordel: Rimas que Encantam". O prêmio é o resultado do trabalho de três meses de Francisca com seus 45 alunos de 8ª série da EEF João Pinto Magalhães, do distrito rural de São Gonçalo do Amarante, a 60 quilômetros de Fortaleza. Eles estudaram a arte do Cordel e desenvolveram atividades de leitura e escrita que, além de valorizar a cultura popular, propiciou o aprimoramento do uso da língua portuguesa pelos estudantes.

A matéria completa e um vídeo sobre o projeto estão no site da revista Nova Escola.

De volta ao Domínio Público

Para quem andou acreditando numa suposta falência do Portal Domínio Público, devido à baixa frequência dos internautas, a notícia é para acabar de vez com as más línguas. O Portal que foi lançado em 2004, com apenas 500 títulos de obras literárias, artísticas e científicas, disponíveis para qualquer cidadão acessar os arquivos, armazená-los em seu computador, ou imprimi-los, chega ao final de 2006 com 27 mil obras cadastradas. Além disso, só neste ano, foram registrados 2 milhões de acessos. E as perspectivas para o ano que vem são ainda melhores, garante o coordenador do Portal, Marco Antônio Rodrigues.

Caetano no Futura

O cantor e compositor baiano Caetano Veloso será o primeiro convidado de Bia Corrêa do Lago, na nova temporada do programa Umas Palavras, sobre literatura, do Canal Futura. A entrevista revela o Caetano leitor e, também, compositor de letras imortais da canção brasileira. No site do Canal Futura pode-se ler um resumo da entrevista, assistir a um trecho do programa, inclusive um em que o compositor canta "Coração Vagabundo".

Todas as Palavras de Caetano

50 anos de Grande Sertão: Veredas

A inusitada história de amor entre o jagunço Riobaldo e Diadorim é um dos clássicos da literatura brasileira. O romance de Guimarães Rosa, que ganhou popularidade com a adaptação feita para a televisão na década de 90, comemora 50 anos de sua publicação. Foram várias as homenagens durante 2006: colóquios, simpósios, ensaios e artigos de estudiosos que se dedicaram a refletir sobre esta obra prima de nossa literatura. Além de uma edição de luxo, e novas traduções para o inglês e para o espanhol, o Grande Sertão: Veredas estará disponível na íntegra até o final de dezembro no site Domínio Público, do Ministério da Cultura. Leia também os ensaios de especialistas na Revista Garrafa, da UFRJ.

Saiba mais: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2006/11/15/286673699.asp

Humor na sala de aula

O Humor é o tema deste mês da revista Língua Portuguesa. A reportagem de capa traz uma entrevista com o artista multimídia Marcelo Tas, que inventou o repórter Ernesto Varela, além de duas matérias sobre experiências em sala de aula em que a piada se torna objeto de análise e reflexão sobre a linguagem.

Veja Larousse

Acaba de ser lançada a versão Online do Dicionário Enciclopédico Ilustrado VEJA Larousse. Você pode consultar todo o conteúdo da coleção, verbetes e imagens, basta escrever a palavra, ou parte dela, na caixa de busca, selecionar com o mouse o verbete desejado ou clicar em OK. Experimente.

A leitura como educação dos sentidos, por Fernando Paixão

O Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp disponibiliza diversos ensaios que discutem questões de língua, literatura e leitura do ponto de vista da Educação, Historiografia e Crítica Literárias, linguística e História. Destacamos "A leitura como educação dos sentidos", de Fernando Paixão, que constrói, a partir do "Conto de escola", de Machado de Assis, sua reflexão sobre o despertar da consciência crítica através da leitura e sua relação com a infância. Leia este e outros ensaios.

Tariq Ali

O escritor paquistanês Tariq Ali esteve na Flip - Feira Internacional de Literatura de Parati -  lançando seu último romance, "Um Sultão em Palermo" e deu várias entrevistas, nas quais respondeu às críticas da mídia americana, britânica e, também à nossa "Veja" de que é antiamericano e defende o terrorismo. Tariq, que também é uma das estrelas do Fórum Social Mundial, falou ao Portal Literal sobre vários assuntos, como o desastre no Iraque, o ataque de Israel ao Líbano, a participação do Brasil no Haiti, a situação na América Latina.

http://portalliteral.terra.com.br/

Jorge Amado para iniciantes

A 16ª edição da revista Entrelivros traz na capa o baiano Jorge Amado, o escritor mais popular da literatura brasileira. Qual terá sido a razão para que os seus livros tenham se tornado verdadeiros "best-sellers"? Outro escritor, Milton Hatoun, assina um artigo em que fala sobre as qualidades da prosa de Jorge Amado e recomenda a novela "A Morte e a Morte de Quincas Berro D´água" para os que nunca o leram.

http://revistaentrelivros.uol.com.br/Edicoes/16/Artigo25327-1.asp

Casa de Rui Barbosa reabre arquivo

Depois de três anos de restauro, a Fundação Casa de Rui Barbosa reabre ao público o precioso acervo com 200 mil volumes, que inclui livros raros, documentos e arquivos pessoais de 80 escritores brasileiros, entre eles Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Clarice Lispector. Leia mais.

Monteiro Lobato on-line

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por intermédio do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), lançou um cartão de visita virtual para acessar a obra de Monteiro Lobato. Apesar de parecer um sonho, o "cartão" que está baseado no site dedicado a Monteiro Lobato, foi feito por pesquisadores do IEL e abrange a época que vai de 1882 até 1948. Em destaque estão um arquivo com a árvore genealógica de Lobato e a descrição de toda a bibliografia disponível sobre o autor.

O objetivo do site é divulgar informações a partir de fontes primárias de propriedade da família do autor e que foram arquivadas no Centro de Documentação Alexandre Eulálio (Cedae) do IEL. É possível acessar trechos de livros, documentos de trabalho, fotos de família, desenhos e pinturas em aquarela feitos por Lobato, teses, dissertações e ensaios sobre o autor e até mesmo imagens digitalizadas de cartas enviadas por ele a amigos e a sua mulher Maria Pureza Natividade Gouvêa.

"Esse amplo conteúdo abre espaço para que sejam projetadas novas pesquisas sobre Monteiro Lobato, sobre o modernismo paulista e sobre literatura infantil, de modo que o conhecimento passe a ser construído de forma mais sistemática", disse Marisa.

Mais informações: www.unicamp.br/iel/monteirolobato.

Estante Virtual

A página Estante Virtual tem como propósito a divulgação, na íntegra, de obras produzidas pelo CPDOC não disponíveis para venda por estarem esgotadas ou por terem sido produzidas para distribuição restrita. Novos livros foram incluídos: "Regionalismo e centralização política: partidos e constituinte nos anos 30", "Rio de Janeiro: uma cidade na história ", "Getúlio Vargas, 1983: catálogo de fotografias".

Acesse: www.cpdoc.fgv.br/producao_intelectual.

A arte de misturar prosa e poesia

Manoel de Barros é entrevistado da revista eletrônica Carta Capital na Escola, em matéria de Miguel Sanches Neto chamada A Arte-Criança. Completados 90 anos em novembro de 2005, o poeta é exemplo que de que não se deve prender a linguística e sim dela fazer uso para escrever poemas.

Manoel de Barros é um bom assunto para ser estudo na sala de aula de português, tanto quanto na parte de interpretação de texto como na parte que utiliza as formas de escrita não convencionais. O poeta pode ser considerado um menino porque utiliza a memória infantil como ficção para a escrita tanto em prosa como em verso.

Saiba mais sobre Manoel de Barros também no site Releituras.

Mal-entendidos na língua portuguesa

O artigo Onças, caça e outros mal-entendidos, de Felipe A. P. L. Costa, é nos apresentado no site Observatório da Imprensa citando alguns erros no uso da linguagem correta, principalmente em assuntos relacionados a diferentes significados dados às palavras. O autor conclui que as diferenças se tornam muito mais preocupantes em relação às ideias do que às terminologias.

Costa nos fala de exemplos, como: mato (ou mata) e floresta; animais exóticos; caça esportiva ou de subsistência, fazendo uma relação entre as palavras usadas de forma errada e a forma de ver determinada região do Brasil.

Escrevendo crônicas com o que se vê dia-a-dia

Às vezes passeando na rua o que parece imperceptível pode resultar em uma boa matéria ou crônica. Para isso basta-nos prestar atenção aos movimentos que estão sempre à nossa frente ou à nossa volta, mas que por motivos diversos - a correria do dia-a-dia - não paramos para absorver e analisar. A palavra pode transformar nossos sentidos e modifica-los diferentemente da racionalidade em que esbarramos no cotidiano.

Um bom exemplo está em Crônica da vida urbana, que Maria José Nóbrega escreveu para o site Carta na Escola. Ela transcorre sobre o tema dos malabaristas de sinais, usando duas palavras antagônicas - abrir e fechar (do sinal). Essas palavras equivalem a uma série de atitudes desses meninos e vão desde o início e fim do trabalho; a comparação entre esse "trabalho" e os já praticados por eles que foram engraxates, guardadores de carros etc; até o contraste entre a "arte" apresentada que muitas vezes não está tão bem dominada assim e às vezes fracassa, e o contraste da apresentação e o medo dos passageiros dos carros em estarem expostos a riscos.

Vale a pena conferir o texto na íntegra e aprender como a Língua Portuguesa pode ser aplicada no dia-a-dia!

Site apresenta resumo de livros

O Portal do Estudante tem um seção chamada Resumos de Livros que apresenta vários resumos de livros de escritores consagrados, classificados em ordem alfabética pelo nome dos autores.

Tem várias feras da literatura brasileira  - desde Erico Verissimo até Clarice Lipsector, passando inclusive por Fernando Pessoa, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa etc. -, com seus livros mais importantes resumidos. Os arquivos estão zipados e podem ser acessados gratuitamente.

Para quem está no sufoco e não tem tempo de ler - melhor seria ler o livro todo! - para uma prova, vale a pena dar uma conferida. Mas também é uma ótima dica para se conhecer um pouco do livro, gostar e lê-lo inteiro.

Por que é tão importante ensinar o hábito da leitura?

Em artigo no site Dobras de Leitura, Especial é o aluno - e o aprendizado da leitura, o mestre em Língua Espanholas e Literaturas Hispânicas pela UFRJ, Professor da Cesat e do Curso de Línguas para a Comunidade da UFES, Cesário Alvim, nos fala sobre os problemas enfrentados pelos mestres para fazerem que os alunos leiam.

Ele revela que é impossível para um aprendiz (estudante) fazer, por exemplo, um resumo se não é ensinado a ele o que está sendo pedido. Mais do que isso, é preciso que o desejo da leitura seja estimulado como "exercício de cidadania" e saber que, acima de qualquer coisa, ler "é compromisso pessoal", segundo o professor.

Veja o texto na íntegra e tire as suas conclusões!

Dicionários de português agora adequados à cada série

O Ministério da educação, por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) pretende, a partir de 2006 entregar 4,6 milhões de dicionários beneficiando cerca de 17 milhões de alunos da rede pública.

A diferença desses novos dicionários será que eles estarão adequados à faixa etária dos alunos estimulando o aprendizado da língua portuguesa de maneira mais adequada. Antes os dicionários eram aproveitados da 1ª a 8ª séries do ensino fundamental. A seleção e distribuição também reformuladas agora seguem as normas do PNDL.

Veja o edital de licitação e como será a distribuição dos dicionários.

Relançado Livro no Brasil

Foi relançado "O livro no Brasil" (Edusp, 2005), trabalho de doutorado do professor inglês Laurence Hallewell sobre a indústria editorial no país. Segundo o próprio Hallewell, com formação biblioteconomista e em línguas e literaturas ibéricas, seu interesse por nossa indústria editorial moderna surgiu ao descobrir que não havia trabalho sobre o assunto.

Leia a entrevista com Hallewell, feita em novembro de 2004 durante o I Seminário Brasileiro sobre Livro e História Editorial. Nessa entrevista, o professor fala sobre a pesquisa e a publicação do livro, bem como a internacionalização da indústria editorial brasileira e os desafios para a preservação da língua portuguesa em um mundo globalizado.

O relançamento também foi comentado por Wilson Martins, um dos maiores críticos literários brasileiros. Em sua resenha, Martins fala sobre o livro e lamenta a falta de compromisso dos políticos com a implementação de uma política de promoção da leitura.

Língua portuguesa ao alcance de todos

Publicação da editora Segmento, a revista Língua Portuguesa (R$7,90), trata com profundidade as várias nuances da língua portuguesa. A publicação bimestral é inédita no mercado e trata com profundidade a influência da língua em vários campos, como política, cultura, história, literatura e artes.

No primeiro número, a Língua Portuguesa traz uma entrevista com Millôr Fernandes, tradutor de Shakespeare, Pirandello, Racine e outros clássicos. Autodidata em idiomas, Millôr - que também é dramaturgo, roteirista, compositor e ilustrador - conta com bom humor como sua carreira foi marcada pela inquietação com a linguagem e revela que rompeu com o português padrão: "Não tenho carinho especial pela gramática".

O primeiro número da Língua Portuguesa também traz reportagens sobre a linguagem figurada do presidente Lula, a história de um professor paraibano que construiu uma gramática toda em cordel, as diferentes traduções do poema "O Corvo", de Edgar Allan Poe e os sinais do português antigo em alguns lugares do país, entre outras curiosidades.

Para completar, o time de colunistas da Língua Portuguesa é formado por nomes reconhecidos na área, como Josué Machado, Luiz Jean Lauand, Marcelo Coelho, Moacyr Scliar e Pasquale Cipro Neto.

Acesse o site: www.revistalingua.com.br

Mario Quintana

Cantado em versos por Manuel Bandeira e amigo de Vinicius de Moraes, que o apelidou carinhosamente de poetinha, o poeta gaúcho Mario Quintana deixou-nos há 11 anos, em 5 maio, para brilhar para sempre, como diz no poema "Inscrição para um portão de cemitério":

Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
Quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!

Mario Quintana parecia que não se preocupava com a morte. Certa vez, disse não temer o sono eterno, mas a insônia eterna. Além de tradutor, cronista e poeta, Quintana possuía um humor por vezes cáustico presente em frases de efeito, como a que está na placa que a prefeitura de Alegrete (RS), sua cidade natal, colocou na praça principal da cidade: "Um engano em bronze, um engano eterno".

Uma história sobre como essa frase foi parar na praça pode ser encontrada no site da livraria carioca BMSR, junto com a relação de seus livros, organizados por editora. Frases, fotos e uma cronologia extensa são encontradas na área do site dedicado ao poeta do Centro de Cultura Mário Quintana (CCMQ), de Porto Alegre (RS). Para os que quiserem ter uma prova dos poemas, basta dar um pulo no Geocities e se deliciar. Boa poesia!

Redações nota 10

Já se tornou um hábito comum, entre professores, a circulação de e-mails com "pérolas" encontradas em provas e redações, principalmente as do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do vestibular. Talvez seja a hora da "vingança" que muitos mestres esperaram. Afinal, quem ri melhor ri por último...

Mas quem pensa que só existem abobrinhas nesses exames está muito enganado. Muitos jovens realmente têm o que falar e sabem como expor seus pensamentos, às vezes até desbancando muitos mestres.

Prova disso pode ser encontrada no site da PUC-Rio, que, neste ano, resolveu pôr um fim nessas gozações. Algumas das redações que receberam nota 10 foram digitalizadas e estão disponíveis no site. É uma boa chance para verificar que alunos podem inspirar muito mais que risadas entre os mestres!

Manifesto antigerundista

O publicitário Ricardo Freire é o autor da coluna Xongas, publicada semanalmente na revista Época. Antes, a coluna, que oferece aos leitores inteligentes crônicas de humor, já havia passado por um período de três anos no Jornal da Tarde. Em fevereiro de 2001, nesse jornal, Ricardo publicou o manifesto antigerundista "Para você estar passando adiante", no qual escracha o modismo linguístico deste momento. Publicado posteriormente no livro The best of Xongas (Mandarim, 2001), o manifesto não só é uma pequena lição de língua portuguesa, mas também de um humor sem par.

"Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o futuro do gerúndio." Leia o texto na íntegra!

Imagens que inspiram mil palavras

o Blog de Autores é um site que reúne 11 jovens escritores que publicam seus textos ficcionais na Internet. Do Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Curitiba, eles publicam semanalmente contos inéditos ou garimpados em seus respectivos blogs.

Na edição desta semana, uma novidade: Eliana Pougy selecionou 11 imagens, reproduções de obras de arte, e enviou uma para cada escritor, desafiado a escrever a partir dela. Ainda se deu ao luxo de fazer uma apresentação contextualizando cada obra, seu estilo artístico e características do autor.

O resultado é de tirar o chapéu. Textos originais em diversos estilos, líricos ou impactantes, acompanham as belas e fortes imagens escolhidas. Vale conferir.

Em tempo: a professora Eliana Pougy, mentora do blog, é responsável pelo curso "Elementos da Arte Visual", que o Portal oferecerá aos educadores a partir de fevereiro.