Armadilha Letal para o Mosquito Aedes Aegypti

Cefet/RJ - Maracanã
Aluna: Simone de Oliveira Goulart
Orientador: Professor Eudo Luiz Serpa de Carvalho - Médico do Trabalho

Objetivos:
Desenvolver uma armadilha letal de baixo custo para o mosquito Aedes Aegypti, entre outros, que colocam ovos na água.
Reduzir o índice de infestação predial dos mosquitos.
Promover a participação popular nas campanhas de combate ao vetor do Dengue.
Incentivar a reutilização de garrafas PET, despoluindo o ambiente e aumentando a consciência ambiental.

Metodologia:
Para desenvolver uma armadilha letal de baixo custo foram utilizadas garrafas PET de 2 litros ou 2,5 litros, cortadas 10 cm abaixo do gargalo, denominadas de Armadilhas Beteiras.
Peixes da espécie Betta splendens (02) e Macropodus opercularis (02), conhecidos popularmente como peixe-betta e peixe-do-paraíso, não necessitam de bomba oxigenadora de água dentro dos aquários.

Este projeto surgiu após observação direta de aquários, onde se percebeu que não havia focos de mosquitos por mais que os ovos fossem depositados no recipiente.

Partindo destas observações e experiências com peixes, conhecendo o risco iminente de epidemia, os altos índices de infestação predial e de casas pendentes, surgiu o interesse e a necessidade de criar uma alternativa que possa somar com as campanhas de combate ao vetor do dengue e ser usada também para combater outros mosquitos.

Utilizou-se 05 Armadilhas Beteiras para a testagem do trabalho:

  • Armadilha 01 - Controle: colocou-se 1,2 litro de água apenas, para verificar se no ambiente havia mosquitos.
  • Armadilha 02 - colocou-se 1,2 litro de água e 1 peixe beta macho.
  • Armadilha 03 - colocou-se 1,2 litro de água e 1 peixe beta fêmea.
  • Armadilha 04 - colocou-se 1,2 litro de água e 1 peixe-do-paraíso macho.
  • Armadilha 05 - colocou-se 1,2 litro de água e 1 peixe-do-paraíso fêmea.

Diariamente foi colocada comida aos peixes e observou-se se havia ovos ou larvas nas armadilhas. No 8º dia observou-se que no recipiente 01 existiam larvas, os outros não tinham. As observações foram registradas em caderno de anotações e foi criada uma tabela de registro.

No 12º dia do experimento houve necessidade de intervir no grupo controle, pois havia risco de mosquitos eclodirem. As pupas e larvas foram adicionadas às armadilhas 2, 3, 4 e 5, sendo consumidas imediatamente.

Foi novamente adicionada água à armadilha – controle - obtendo-se respostas parecidas, ou seja, sempre foram encontrados ovos, larvas e pupas. Nos demais recipientes não havia continuidade do ciclo biológico do mosquito.

Para se ter certeza de que se tratava do mosquito Aedes Aegypti foram capturados alguns exemplares adultos e foram observadas as características: patas nas cores preto e branco e tórax com formato de lira ou ferradura. Estas observações foram feitas com o auxílio de uma lupa de mão.

A cada 05 dias acresceu-se 50mL de água aos recipientes para garantir a elevação do nível da água e compensar a evaporação.

O experimento foi mantido durante 01 mês. No 12º dia, 20º e 30º dias houve necessidade de intervenção para não ter a emergência de insetos adultos.

Resultados e Conclusões:

  • A armadilha beteira é uma alternativa para diminuir o número de mosquitos existentes no interior de casas.
  • Os peixes-betas e peixes-do-paraíso são larvófagos e podem viver em armadilhas de pequena dimensão sem o auxílio de bombas oxigenadoras.
  • A manutenção de armadilhas beteiras em casa não onera a despesa doméstica, pois só há custo para a compra do peixe e a alimentação, que são baixos.
  • A armadilha beteira presta-se como aquário podendo promover em crianças o interesse pela Educação Ambiental e Educação em Saúde, com a reutilização de PET e o controle de mosquitos.
  • A reutilização de garrafas PET para confecção das armadilhas diminui sua exposição ambiental.
  • Sugere-se que todas as pessoas façam sua armadilha para uso em suas residências, ambientes de trabalho e escolas.

Bibliografia:
Dengue: Instruções para pessoal de combate ao vetor: manual de normas técnicas. - 3. Ed., rev. - Brasília: Ministério da Saúde - Fundação Nacional de Saúde, 2001. 84 p.: il. 30 cm.
Situação da Prevenção e Controle das Doenças Transmissíveis no Brasil: 3. ed., rev. - Brasília: Ministério da Saúde - Fundação Nacional de Saúde, 2001. 45 p. : il. 30 cm.
Torres, E. M. Dengue, 1ª ed., - Rio de Janeiro, 2005. 343 p. : il 23,5 cm.
Pereira, R. Como cuidar do seu aquário. Edições de Ouro, Rio de Janeiro, 162 p.: il 15 cm.
Júnior, Y. S. e Gonçalves, H.C., Aquários. Edições de Ouro, Rio de Janeiro, 253 p.: il. 18 cm.

 
     
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