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Surrealismo Brasileiro

Surrealismo Brasileiro

Abaporu, Tarsila do Amaral, (1928)
Abaporu, Tarsila do Amaral, (1928)

No Brasil, o movimento chegou de forma tênue, mas nem por isso passou despercebido. Vivíamos um período de valorização da racionalidade, exaltando o sentimento nacionalista e formando nossa identidade - o período Modernista. Nas artes, vigorava a antropofagia de Mario e Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral... Mas é claro que a influência surreal chegou. Antropofagicamente, foi devorada e cuspida em obras como a Cuca, de Tarsila do Amaral. Também influenciados foram Cícero Dias, Guignard, Ismael Nery.

O grande destaque brasileiro - não só nesta exposição, mas também em todo o movimento - é Maria Martins. Considerada uma das principais escultoras surrealistas, foi amante de Marcel Duchamp. André Breton encantou-se com seu trabalho, quando se encontraram em Nova York. Suas peças têm caráter fantástico. Na escultura em bronze Impossível, bustos humanos têm lanças em vez de cabeças. Mais conhecida na Europa que no Brasil, Maria Martins pode ter seu trabalho devidamente reconhecido na exposição organizada pelo CCBB no ano de 2000.

Cícero Dias (1907)

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Pernambucano, montou, em 1927, no Recife, sua primeira exposição individual.

Em 1937 foi para Paris onde tornou-se amigo de vários integrantes do movimento surrealista. Naquela que pode ser considerada sua primeira fase (1927-1937), o pintor pernambucano...

"mergulhou fundo em busca da realidade interior do homem transitando entre o real e o imaginário à procura de um estilo próprio, adotando certas preocupações comuns ao surrealismo. Suas figuras flutuam no espaço, enquanto as casas e a linha do horizonte assumem inesperadas posições. Nesses desenhos as imagens fundem-se. Existe uma ruptura com o ponto de fuga e o espaço está fragmentado em segmentos visuais."
(retirado da página oficial de Cícero Dias)

Ismael Nery (1900 - 1934)

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Nascido em Belém do Pará, Ismael Nery pode ser considerado um dos precursores do surrealismo no Brasil.

Foi pintor, desenhista e poeta. Em 1915, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes.

Estudou em Paris, onde entrou em contato artistas do grupo surrealista. Sua obra plástica sofreu, principalmente, influência de de Chirico e do cubismo de Picasso.

A figura humana é um tema recorrente em seu trabalho - retratos, autorretratos e nus.

Saiba mais sobre Ismael Nery.

Maria Martins (1900 -1973)

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Passou grande parte da vida entre França e Estados Unidos. Além de brilhante escultora, também foi escritora e jornalista.

Em Paris, conheceu Andre Breton, Marcel Duchamp, integrando-se ao movimento surrealista.

Em 1941, realizou sua primeira exposição individual, nos Estados Unidos. Lá, conviveu intensamente com Duchamp, Dalí e Max Ernst, entre outros.

Assim escreveu André Breton sobre a exposição de Maria, em Nova York, em 1947:

"[. . .] não era nada menos que o Amazonas, que cantava nas suas obras, que tive a felicidade de tanto admirar, em Nova York, em 1943. Cantava com todas as suas vozes imemoriais a paixão do homem, do nascimento até a morte, tal como souberam condensá-la em símbolos mais envolventes que todos os outros [. . .] Maria soube captar, como ninguém, na fonte primitiva, de onde ela emana, asas e flores, sem nada dever à escultura do passado ou do presente [. . .]"

Tarsila do Amaral (1886 - 1973)

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Em 1922 , quando vivia na Europa, Tarsila teve uma tela sua admitida no Salão Oficial dos Artistas Franceses.

Em 1923 tomou contato com os modernistas que viviam na Europa. Neste mesmo período, deu início à pintura "pau-brasil", de cores fortes e temas brasileiros.

Em 1928 pintou o "Abaporu", que deu de presente para Oswald de Andrade. Foi a partir deste presente que surgiu o Movimento Antropofágico.

Visite a página oficial de Tarsila do Amaral