Duas
décadas depois da Era do Silício, mais exatamente em 1971, Marcian E. Hoff, Jr.
(Ted Hoff) da Intel Corporations,
inventou o microprocessador (Chip), que consistiu em reunir numa micropastilha
de silício um computador inteiro com vários Circuitos Integrados, mais a
Unidade Central de Processamento - CPU, e milhares de transístores.
Foi dessas inovações que surgiu
a quarta geração de computadores, cuja característica central era a presença de
circuitos integrados de larga escala de integração (LSI). Essa geração dos
microcomputadores, embora tenha sido usada no início para atividades de baixa
aplicação, como simples calculadoras (FLAMM,1988:237), inaugurou a era dos
Chips e o começo da terceira revolução na eletrônica e, praticamente,
revolucionou as aplicações da microeletrônica na sociedade global.
O
microcomputador criado pela Intel resultou de inesperadas (casuais) descobertas
a partir de um pedido, efetuado por uma empresa japonesa de calculadoras, a
Busicom, para a criação de chips de calculadoras de diferentes designs; mais
tarde, a Intel concebeu o design de um chip programável por um software. Em
1971, depois de observar o extraordinário valor da tecnologia que havia criado
com a Busicom, a Intel procurou renegociar o contrato e reter os direitos de
compra e venda (Marketing) para produzir o primeiro microcomputador
(DORFMAN,1987:196).
No
final da década de 70 e início dos anos
80, essa geração, através da redução dos custos de produtos e do surgimentos de
algumas inovações no processo de miniaturização de componentes, na capacidade
de retenção de memória dos microprocessadores (4bits, 8bits, 16 bits, 32bits,
etc.), foi responsável pelo surgimento do computador pessoal (PC) e pelo seu
sucesso comercial em massa, que ocorreu a partir da segunda metade da década de
80.
A
primeira empresa a produzir um computador em um Chip foi a Texas Instruments,
que patenteou o seu invento e procurou comercializá-lo para usos em:
instrumentos musicais, brinquedos, copiadoras, calculadoras, vídeo-games
(DORFMAN,1987:197).
Em
1980, a IBM introduziu o IBM 3081, duas vezes mais veloz que os seus modelos
anteriores, trabalhando com um sistema chamado de "very-large scale
integrated circuits (VLSI)" (BITTER,1984:59).
As
primeiras empresas a comercializarem microcomputadores, com tecnologia VLSI,
depois da Texas Instruments e da IBM, foram: Apple, Commodore, Radio Shack,
Atari, Pet, Osborne, Timex/Sinclair.
A
capacidade dos computadores cresceram, os custos caíram e os computadores se
difundiram entre os países, no cotidiano da sociedade, através dos bancos,
repartições e instituições públicas, escritórios, laboratórios, instituições de
pesquisas, empresas aéreas, agências de turismo, lazer, clubes, hospitais,
pequenos negócios, escolas, universidades, bibliotecas, supermercados, carros,
residências, máquinas e através das redes mundiais de comunicação por
satélites. A introdução na vida cotidiano transformou radicalmente a sociedade
industrial e tende a fazer surgir, como anteviu Daniel Bells, uma nova sociedade
pós-industrial ou da informação. |