Em resumo, os avanços na tecnologia da biologia molecular
têm sido tão rápidos que o número de testes genéticos disponíveis, tanto para
características normais como patológicas, estão aumentando dia a dia. Enquanto
as questões éticas estão sendo debatidas no âmbito acadêmico, os laboratórios
estão disputando a possibilidade de desenvolver e aplicar testes de DNA, pois
do ponto de vista comercial os interesses são enormes. Só para exemplificar,
estima-se que nos Estados Unidos (Nowak, 1994) haveria cerca de 30 mil famílias
em risco para a doença de Huntington, 36 mil famílias para distrofia miotônica,
de três a cinco milhões de pessoas para doença de Alzheimer e um milhão de
mulheres portadoras de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. As questões que
precisam ser debatidas do ponto de vista médico, social e ético são:
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Qual é o benefício de testes pré-sintomáticos? |
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As pessoas sabem para quê estão sendo testadas, o que
significa um teste positivo ou um resultado negativo? |
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Quem irá regular a produção e o uso de testes genéticos, a
sua qualidade e o acesso da população a eles? |
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Quando oferecer testes? |
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Empregadores e companhias de seguro-saúde terão acesso às
informações? |
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Quem vai controlar a confidencialidade? |
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Poderemos nos negar a ser submetidos a um teste genético? |
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Quem vai interpretar os resultados e ser responsável pelo
aconselhamento genético? |
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Quem vai controlar os aspectos
éticos? |
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Estamos preparados para lidar com essa avalanche de
novos conhecimentos que serão gerados pelo Projeto
Genoma Humano? |
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